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Nas calçadas, toda atenção aos tamanhos das raízes e das copas

Publicado em 23 dezembro 2007

Alguns cuidados são necessários na hora de cultivar uma árvore frutífera na frente de casa. "O proprietário do imóvel tem de estar atento ao tamanho da copa e à espessura que a raiz da planta poderá atingir quando adulta", explica Mariela Chaves de Cerqueira Julião, diretora do departamento zoobotânico da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma).

No site da prefeitura na Internet, os bauruenses podem ter acesso a uma lista de árvores nativas da região apropriadas para o plantio em calçadas. Entre as espécies frutíferas indicadas, estão a goiaba, a pitanga e o ingá.

"Além de se adaptarem com mais facilidade às condições ambientais do Município, essas plantas servem como fonte de alimento para animais nativos da região", explica a diretora. Por outro lado, Julião lembra que as pessoas que optarem por cultivar uma espécie frutífera na frente de casa devem tomar alguns cuidados, como realizar podas de condução e fazer a limpeza do local ao redor da árvore.

Informações sobre árvores adequadas para o cultivo em calçadas podem ser obtidas no site da Prefeitura de Bauru (www.bauru.sp.gov. br) ou na própria Semma pelo telefone (14) 3235-1080.


Associação

Criada em 2003, por meio de uma parceria entre universidades Estadual Paulista (Unesp) e do Sagrado Coração (USC), Agência Paulista de Tecnologia em Agronegócios (APTA) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a associação de produtores rurais Bauru Frutas oferece apoio e consultoria a cerca de 20 produtores de maracujá amarelo da região.

"Nossa objetivo é tentar desenvolver um sistema sustentável de produção de frutas", explica o professor do departamento de ciências biológicas da Unesp de Bauru, Aloísio Costa Sampaio, um dos idealizadores do projeto.

Integrantes da associação participam de palestras mensais, que abordam o uso de tecnologia na produção de maracujá; são assessorados por engenheiros agrônomos e biólogos a respeito dos métodos de plantio, colheita, irrigação e de combate à pragas; e têm à sua disposição uma infra-estrutura de classificação e comercialização do maracujá.

Embora trabalhosa, a atividade tem se mostrado rentável para os produtores que quiseram se lançar a fundo no negócio. "Há casos de pessoas que estão conseguindo faturar até R$ 50 mil por hectare e há outros de gente que não consegue tirar nem R$ 10 mil. Tudo depende da maneira como a pessoa se dedica à plantação", explica Neivaldo Severino de Oliveira, coordenador de vendas da Bauru Frutas.

Atualmente, a associação comercializa 300 toneladas de maracujá ao ano. No futuro, a entidade quer diversificar sua produção. Ela pretende incentivar seus integrantes a cultivar goiaba de mesa, mamão formosa, pêssego, abacaxi e uva niágara.

• Serviço

As reuniões da Bauru Frutas são abertas ao público e ocorrem na segunda terça-feira de cada mês, sempre às 19h30, em um galpão situado nas dependências do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Bauru, na fica avenida Cruzeiro do Sul, 13-15, Jardim Cruzeiro do Sul.