Notícia

Gazeta do Povo

Não morra pela boca

Publicado em 27 março 2009

Reza a sabedoria popular, nem sempre acertadamente, que saco vazio não para em pé. Por outra: é preciso se alimentar para ir em frente. Não é bem assim, no entanto. A carência de informações sobre higiene e segurança alimentar, destinadas aos segmentos populacionais mais vulneráveis às doenças transmitidas por alimentos (DTA), motivou o desenvolvimento de um estudo coordenado por William Waissmann, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É preciso estar alerta, especialmente em casa. Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) indicam que metade dos casos de DTA ocorre no ambiente doméstico, resultante de falhas higiênicas na manipulação dos alimentos. O trabalho revelou ainda que 82,1% dos entrevistados não conferia etiquetas, composição, data de validade e origem dos alimentos. E, segundo a Agência Fapesp, metade desconhecia que alimentos sem alterações nas suas características sensoriais podem causar doenças e que produtos refrigerados devem ser selecionados ao final das compras. Um terço não conferia as condições dos ovos e 10% ou consumiam carnes oriundas do comércio ambulante. Conclusão: é preciso investir também na educação alimentar.