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Nanox obtém registro da Food and Drug Administration dos EUA

Publicado em 01 abril 2013

Por Elton Alisson, da Agência FAPESP

Empresa que nasceu de um grupo de pesquisa universitário no Instituto de Química (IQ) da Unesp de Araraquara, a  Nanox obteve o registro da Food and Drug Administration (FDA), agência regulamentadora de alimentos e fármacos dos Estados Unidos, para comercializar materiais bactericidas para aplicação em embalagens plásticas de alimentos.

A empresa foi criada a partir de um grupo de pesquisa do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDC)), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fapesp.

A empresa também foi contemplada, pela segunda vez, pelo programa Global Entrepreneurship Lab (G-LAB), da Escola de Administração do Massachusetts Institute of Technology (MIT Sloan). Desde setembro recebe consultoria de estudantes da instituição no desenvolvimento de um plano de negócios para preparar sua entrada no concorrido mercado norte-americano. Em janeiro, uma equipe de estudantes do programa visitou a sede da empresa, em São Carlos, no interior de São Paulo, para concluir o trabalho.

Com o plano de negócios em mãos, a Nanox pretende abrir uma subsidiária nos Estados Unidos e atrair investidores para auxiliá-la a montar a operação.

Por meio de um projeto apoiado  pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequena Empresa (PIPE), a empresa, que na época tinha o nome Science Solution, começou a produzir inicialmente partículas nanoestruturadas (em escala na bilionésima parte do metro) à base de prata, com propriedades bactericidas, antimicrobianas e autoesterilizantes.

O material foi aplicado na superfície de metais – em instrumentos médicos e odontológicos, como pinças, bisturis e brocas –, em secadores de cabelo, purificadores de água, tintas, resinas e cerâmicas.

A partir de 2007, passaram a estender a aplicação do produto para plásticos usados para embalar e conservar alimentos, com certificação obtida da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2012 para essa finalidade.

A meta da empresa é aumentar dez vezes a escala de produção de partículas antimicrobianas nanoestruturadas, saltando dos atuais 10 quilos para 100 quilos por dia. “Estamos testando diversas metodologias para aumentar nossa escala de produção”, disse Simões. 

Nanox

A Nanox S.A. produz materiais bactericidas inorgânicos e procura parcerias para instalar-se no mercado dos Estados Unidos. A base que saiu das bancadas da universidade araraquarense está em uma das mais modernas áreas da ciência, a nanotecnologia.

A empresa, sediada em São Carlos, nasceu do trabalho de um grupo de amigos que se graduaram na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e fizeram pós-graduação no IQ de Araraquara. O foco da empresa está na produção de antimicrobianos.

Os principais produtos de aplicação da tecnologia são as embalagens plásticas para alimentos. A atuação dá-se também em produtos da linha branca, bebedouros, carpetes e equipamentos odontológicos, por exemplo.