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Nanox agora quer abrir uma filial nos Estados Unidos

Publicado em 04 março 2013

Por Bete Cervi

SÃO CARLOS - A Nanox, empresa líder no mercado brasileiro de antimicrobianos inorgânicos (materiais bactericidas), spin-off do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (Cmdmc) está trabalhando com o MIT Sloan para planejar a comercialização de seu produto antimicrobiano para mercado de plásticos nos USA. O MIT possui um programa chamado Global Laboratory, no qual empresas de países em desenvolvimento submetem um projeto e o MIT escolhe cerca de 60 startups no mundo. A Nanox foi contemplada pela segunda vez e desde setembro de 2012 vem realizando um trabalho com uma equipe multidisciplinar do MIT e em janeiro os MBAs estiveram na Nanox no Brasil para finalizar o trabalho.

O trabalho consistiu na elaboração de um plano de negócios para Nanox iniciar a comercialização de seu produto NanoxClean no mercado de plásticos nos USA, no segmento de embalagens alimentícias.

Terminado o trabalho, a Nanox pretende agora, iniciar a comercialização dos seus produtos no mercado de plásticos norte-americano, no segmento de embalagens alimentícias, abrindo uma filial da companhia no USA

"É mais um passo para nosso projeto nos Estados Unidos. Já exportamos para América Latina com clientes que conseguimos pela Internet e em feiras, mas queremos nos instalar nos USA", diz Gustavo Simões, principal executivo da Nanox.

Com a chancela do MIT, o próximo passo é procurar fundos de investimentos que apostem na proposta. "Precisamos de US$ 2 milhões e, no primeiro trimestre deste ano, já teremos novidades. Mostramos que somos sérios e que o Brasil não oferece apenas futebol e caipirinha", conclui. Com um crescimento de 35% ao ano, ela já exporta por toda América Latina, México e esta entrando também no mercado Chinês.

A Nanox percorreu o caminho clássico das startups: nasceu em uma universidade, a partir das ideias de três químicos com veia empreendedora: Gustavo Simões, Daniel Minozzi e André Luiz de Araújo. Foi incubada em São Carlos e, em 2005, recebeu o primeiro financiamento, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Conseguiu depois financiamento do fundo de venture capital Novarum e virou sociedade anônima. Em 2009, já estava exportando seu produto para a Mabe, que fabrica linha branca no México. A Nanox tem cinco pedidos de patentes, no Brasil e nos EUA.

A empresa sempre trabalhou fazendo parcerias com o setor acadêmico, com destaque para as universidade de São Paulo (USP), Federal de São Carlos (UFSCar) e Unesp, campus de Araraquara. Parte de suas atividades e infraestrutura de P&D está nas parceiras, já que a empresa não precisa, por exemplo, utilizar com frequência os caríssimos microscópios eletrônicos necessários para os estudos em nanotecnologia.

No ano de 2007, ganhou o prêmio Finep de Inovação. Em 2009 a empresa recebeu o selo de Empresa Inovadora concedido pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras, Anpei.

Para cada cliente, a Nanox desenvolve atividade de P&D específica. Ela analisa o material de que é feito o produto de seu cliente (plástico, aço, alumínio, cerâmica), seu processo de produção, qual a quantidade de NanoxClean deve ser adicionada para ter o efeito bactericida, toxicidade, entre outros aspectos.

"Enviamos nosso produto para os clientes, que produzem algumas peças piloto com aplicação de NanoxClean. Essas peças são encaminhadas para nossa empresa, para que façamos os testes de eficiência e eficácia antimicrobiana", conta Daniel Minozzi, diretor comercial da Nanox.

O foco está na produção de antimicrobianos. Os principais produtos de aplicação são embalagens plásticas para alimentos.