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Nada de novo no ranking da inovação

Publicado em 03 agosto 2011

Por Carlos Henrique de Brito Cruz

Brasil tem oscilado no ranking de inovação do Insead, uma escola de negócios da França. Da 50ª posição em 2009, caiu para a 68ª, e agora subiu para a 47ª. São estudos interessantes, mas afetados por mudanças metodológicas ou variações no acesso à informação. O trabalho francês pode melhorar. Considera positivo para a inovação, por exemplo, o uso da lenha (definida como renovável). Não parece coisa boa. E a flutuação do Brasil não espelha nosso gradual avanço. A atenção estatal para o tema trouxe aumento visível dos recursos federais e estaduais para a inovação. Empresários também abraçaram a causa. Mas o IBGE mostrou na última Pintec, a pesquisa sobre inovação, que o número de pesquisadores em empresas caiu entre 2005 e 2008. O freio de mão macroeconômico continua puxado: os juros, os custos trabalhistas e a carga tributária são enormes. O câmbio detona a capacidade exportadora. Há, portanto, muito a melhorar.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp