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Protec - Pró-Inovação Tecnológica

Na última década, 73% dos registros de patente inovadora no Brasil foram de empresas

Publicado em 08 maio 2012

As empresas brasileiras desenvolvem mais inovação em conjunto com as instituições de ensino e pesquisa e elevaram o número de patentes inovadoras registradas, segundo o Índice Mundial Derwent de Patentes (DWPI) da Thomson Reuters. Os resultados foram tema de reportagem de Cibelle Bouças, publicada no jornal Valor Econômico de 26 de abril.

O DWPI considera "inovadora" ou "básica" a primeira patente registrada de uma tecnologia, seja produto ou processo. Outras patentes registradas posteriormente sobre um mesmo produto ou processo são classificadas como "equivalentes".

Entre 2001 e 2010, o total de pedidos de patentes inovadoras no Brasil aumentou 64%, para 130 mil registros, sendo 5,5 mil em 2010. A reportagem pondera que o número absoluto é pequeno, já que o índice contempla 48 milhões de registros de patentes no mundo. Só a China, líder, acumula 3 milhões de registros inovadores. Ainda assim, a boa notícia é que 73% dos registros no Brasil referem-se a patentes de empresas - 27% são de universidades.

No ano passado, a Petrobrás depositou 50 pedidos de patentes no INPI, mantendo a média do ano anterior. Das patentes registradas pela empresa, 11% referem-se a tecnologias desenvolvidas em conjunto com universidades. "O número de patentes registradas em conjunto tende a aumentar nos próximos anos", diz Oscar Chamberlain Pravia, gerente-geral de gestão tecnológica da Petrobrás, em entrevista ao Valor.

Sem citar números, Luiz Mello, diretor do Instituto Tecnológico Vale (ITV), que concentra a parte de registros de patentes da Vale, afirma que a companhia fechou mais pesquisas com universidades. A ITV mantém um convênio de R$ 120 milhões para a realização de pesquisas em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), do Pará (Fapespa) e de Minas Gerais (Fapemig).

(Fonte: Inovação Unicamp - 07/05/2012)