Notícia

Diário de Guarulhos

Mutirão verde e Marcha lenta

Publicado em 08 junho 2011

O plantio de árvores promovido pela Secretaria do Meio Ambiente no último domingo representa um tipo de ação aparentemente simples, mas que pode ter grandes consequências no futuro.

Além de devolver à cidade parte de um patrimônio ambiental que foi dilapidado ao longo dos anos, a iniciativa tem o mérito reunir pessoas e instituições em torno de uma bandeira que é de todos.

De acordo com o balanço feito pelos organizadores, a mobilização social foi além do esperado, com o cadastramento de 2,5 mil voluntários, entre os quais crianças, idosos, donas de casa, representantes de igrejas e ONGs.

Entre outros apoiadores, estiveram presentes instituições como a Universidade Guarulhos (UnG), Eniac, Fig, ESPA, Colégio da Polícia Militar, Eaton, Colégio Adventista, Rotary Club, Sesi e Senai.

O plantio de árvores faz parte do Programa Ilhas Verdes (PIV), que tem a arborização como estratégia para reduzir as ilhas de calor decorrentes da impermeabilidade do solo.

O PIV foi instituído a partir dos resultados de uma pesquisa sobre os mapas termais do município realizada pela UnG, com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Trata-se de uma ação de grande importância para a consolidação dessa noção de responsabilidade coletiva na questão ambiental.

Marcha lenta

A reforma tributária está sendo tocada pelo governo com uma velocidade muito inferior à urgência exigida pelo tema.

Nessa linha, o Ministério da Fazenda anuncia agora que vai estender as alterações do ICMS interestadual a outros cinco pontos para compensar os estados que terão perdas com o fim da guerra fiscal.

Dados preliminares indicam que a redução da alíquota do ICMS resultará em diminuição da arrecadação para São Paulo, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Para atenuar o impacto, o Planalto se dispõe a reduzir a alíquota da atual faixa de 7% a 12% para 2% ou 4%, percentual que ainda será fechado.

Outro ponto da proposta é a divisão da arrecadação do ICMS entre o Estado de origem dos produtos e o de destino, no caso do comércio eletrônico.

Essas decisões, contudo, não podem ser tomadas a portas fechadas, sem consultas e debates com as partes interessadas.

Para que a reforma avance e ganhe força, o governo precisa ampliar o diálogo com os estados e a classe empresarial.