Notícia

Jornal do Brasil online

Mulheres fumantes têm mais chances de ter doenças do coração do que homens

Publicado em 12 agosto 2011

Nova má notícia para os fumantes, especialmente mulheres. O aumento no risco de desenvolver doenças coronarianas por causa do hábito de fumar é 25% maior para mulheres do que para homens.

A afirmação é de um estudo publicado na última quinta-feira (11) na revista The Lancet, escrito por Rachel Huxley, da Universidade de Minnesota, e Mark Woodward, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Os autores sugerem que o aumento no risco para o público feminino pode estar relacionado com diferenças fisiológicas entre os sexos. De acordo com o estudo, toxinas presentes no cigarro teriam efeitos mais potentes nelas do que neles.

"Mulheres podem extrair quantidades maiores de carcinógenos e de outros agentes tóxicos a partir do mesmo número de cigarros do que os homens. Isso poderia explicar por que mulheres que fumam têm duas vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão do que os homens", disseram.

O cenário tende a piorar com o tempo. Segundo o estudo, para cada ano que uma mulher fumar há um aumento na relação ajustada de risco entre mulheres e homens. Isso significa que, quanto mais tempo uma mulher fumar, maior será o risco de desenvolver doenças coronarianas em comparação com um homem que tiver fumado durante o mesmo período.

"O cigarro é uma das principais causas de doenças coronarianas em todo o mundo e continuará a ser, uma vez que populações que até então não estavam sendo tão afetadas pela epidemia do fumo começaram a usar o cigarro em níveis até então presentes apenas em países mais ricos", disseram os autores.

"Essa expectativa é especialmente preocupante para mulheres mais jovens, entre as quais a popularidade do cigarro, particularmente em países de menor renda per capita, pode estar aumentando", destacaram.

Os dois pesquisadores realizaram uma meta-análise de 86 estudos, que reúnem dados de 67 mil casos de doenças coronarianas em uma amostragem total de mais de 4 milhões de pessoas.

Com a Agência Fapesp