Notícia

GVces - Centro de Estudos em Sustentabilidade

Mudança Climática

Publicado em 02 março 2009

Cientistas e empresários britânicos e pesquisadores brasileiros estiveram em São Paulo nos dias 26 e 27 de fevereiro para o workshop Physics and Chemistry of Climate Change and Entrepreneurship, atividade que integrou o Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.  O workshop também está relacionado à parceria Brasil-Reino Unido em ciência e inovação.  Cem pessoas, aproximadamente, assistiram às apresentações do primeiro dia; no segundo, cerca de 60 estavam presentes.  O workshop teve participação de pesquisadores de instituições como Imperial College London, Universidades de Cambridge, de Ulster e de Bristol, Northumbria Photovoltaics Applications Centre (NPAC), Universidade de São Paulo (USP), Unicamp, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).  No primeiro dia, Richard Pike, executivo da Working Party on Chemistry and Energy, (EuCheMS) e da Royal Society of Chemistry falou sobre "Química, Energia e Mudança Climática".  José Goldemberg, da USP, discutiu o papel da ciência para o futuro da energia sustentável.  O papel do Brasil nos desafios a ser enfrentados para a redução das emissões de gases de efeito estufa foi o assunto do professor Luiz Pinguelli Rosa, da URFJ.  As oportunidades comerciais para mitigação dos efeitos da mudança climática foram o tema da palestra de John Twidell, executivo do AMSET Centre.  Coube ao professor Fernando Galembeck, da Unicamp, a apresentação a respeito da sinergia entre a produção de alimentos, combustíveis e materiais.  Luiz Gylvan Meira Filho, do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, tratou das oportunidades brasileiras para o sequestro de carbono.  John Lucas, pesquisador do Rothamsted Research, discutiu as oportunidades na agricultura.  No dia 26, segundo e último do workshop, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, falou da bioenergia no Brasil.  O uso de energia solar para tratamento de água em regiões em desenvolvimento foi abordado por Patrick Dunlop, da Universidade de Ulster.  Enio Bueno Pereira, do Inpe, discutiu energia eólica e solar no Brasil.  Richard Templer, do Imperial College London, mostrou projetos de produção de etanol a partir de lignocelulose, um dos componentes da parede das plantas que pode liberar mais açúcar para ser convertido em etanol.  Eloi de Souza Garcia, pesquisador do Inmetro, falou de pesquisas brasileiras sobre a digestão de lignocelulose por parte de alguns animais, que podem oferecer enzimas capazes de quebrar as moléculas da lignocelulose para que estas sejam usadas na produção de etanol.  O potencial da energia solar usando células fotovoltaicas foi apresentado por Ian Forbes, chefe de operações do NPAC.  Oportunidades no setor agrícola para mitigação dos impactos da mudança climática foram listadas por Carlos Cerri, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP.  Coube a Paul Vades, da Universidade de Bristol, encerrar o ciclo de palestras, abordando o tema mudança climática e bioengenharia.

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