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Mostra Performatus #2 no SESC, Santos - conversas e oficinas

Publicado em 03 julho 2017

julho 3, 2017

Mostra Performatus #2 no SESC, Santos - conversas e oficinas

Realizada pelo Sesc São Paulo e com curadoria de Paulo Aureliano da Mata e Tales Frey, a mostra acontece em sua segunda edição e pela primeira vez realizada pelo Sesc Santos. Com produções de 8 países e 41 ações em 9 dias, a arte da performance estará presente em performances ao vivo, instalação, bate-papos com artistas e teóricos, exibições, residência artística e formativas.

Participantes: Alexandre Sá, Arthur Scovino, Bianca Tinoco, Caio Riscado, Carlos Martiel, Carol Cony & Cristina Moura, Carolee Schneemann, Cassils, Ed Marte, Élle de Bernardini, Enauro de Castro, Eve Bonneau, Felipe Bittencourt, Fernanda Magalhães, Fernanda Silva & Sônia Sobral, Grasiele Sousa a.k.a. Grasiele Cabelódroma, Grupo Empreza, Jaqueline Vasconcelos, Linn da Quebrada, Lizi Menezes, Lucio Agra, Lyz Parayzo, Lyz Parayzo & Augusto Braz, Marcela Tiboni, Marie Carangi, Miguel Bonneville, Pedro Galiza, Priscila Rezende, Priscilla Davanzo, Renan Marcondes, Ricardo Basbaum, Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental, Sarah Hill, Victor de la Rocque, Yara Pina,
Yolanda Benalba, Yves Klein feat. Roland Dahinden

1 a 9 de julho de 2017

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas 136, Aparecida, Santos, SP

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

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1 a 9 de julho
Auditório
Carolee Schneemann (exibição de filmes)
Cassils (exibição de vídeo)
Priscilla Davanzo (resquício de performance/gravura)
Yara Pina (performance-instalação)
Caio Riscado (objeto relacional)

2 a 9 de julho
Auditório
Carlos Martiel (residência artística)

1 de julho, sábado
Teatro
Yves Klein feat. Roland Dahinden
Auditório
Sarah Hill
Fernanda Magalhães
Área de Convivência
Fernanda Silva & Sônia Sobral

Conversa Performance e Geração 80, com Bianca Tinoco e Ricardo Basbaum

1 a 9 de julho
Auditório
Victor de la Rocque (performance-instalação)

2 de julho, domingo
Auditório
Grupo Empreza
Yolanda Benalba
Área de Convivência
Pedro Galiza

4 de julho, terça-feira
Área de Convivência
Priscila Rezende
Auditório
Lizi Menezes
Felipe Bittencourt

Oficina-Conversa-móvel Lab Livre Desconversa, com Jaqueline Vasconcelos e Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental

4-6 de julho
Oficina Teoria e História da Performance, de Lucio Agra

5 de julho, quarta-feira
Teatro
Miguel Bonneville
Em trânsito
Ed Marte
Área de Convivência
Eve Bonneau
Em frente ao SESC
Élle de Bernardini

6 de julho, quinta-feira
Auditório
Grasiele Sousa a.k.a. Grasiele Cabelódroma
Em trânsito
Ed Marte

Conversa Yashira e a Trajetória da Arte Performática em Goiás, com Enauro de Castro

6-8 de julho
Auditório
Lyz Parayzo (performance-instalação)

7 de julho, sexta-feira
Praia
Grupo Empreza
Auditório
Arthur Scovino

Conversa Outros Fluxxxos, com Alexandre Sá

1-9 de julho
Auditório
Lucio Agra (instalação)
Arthur Scovino (instalação)

8 de julho, sábado
Auditório
Marie Carangi
Na cidade
Grupo Empreza
Teatro
Carol Cony & Cristina Moura

8-9 de julho
Oficina Aproximar Corpos e Coisas, de Renan Marcondes

9 de julho, domingo
Praia
Marcela Tiboni
Área de Convivência
Lyz Parayzo & Augusto Braz
Auditório
Linn da Quebrada
Carlos Martiel

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CONVERSAS COM ARTISTAS E TEÓRICOS

1 de julho de 2017 (sábado)
Conversa Performance e Geração 80, com Bianca Tinoco
Com a participação especial de Ricardo Basbaum
Auditório | Duração: 100 minutos

A partir da experiência dos performadores no Rio de Janeiro da década de 1980, tais como Márcia X., Alex Hamburger, Ricardo Basbaum e Alexandre Dacosta, a pesquisadora faz uma reflexão acerca de uma aparente lacuna na história da arte no Brasil.

BIANCA TINOCO (Brasil, 1978) vive e trabalha em Brasília. É pesquisadora de performance e história da arte. Mestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília e pós-graduada em História da Arte e Arquitetura no Brasil pela PUC-Rio. Jornalista de formação, atuou como repórter de artes em veículos como o Jornal do Commercio e o Jornal do Brasil.

RICARDO BASBAUM (Brasil, 1961) vive e trabalha no Rio de Janeiro. É artista, curador, editor, escritor e professor do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Participa regularmente de exposições e projetos desde 1981. Entre suas recentes exposições individuais temos: The Production of the Artist as a Collective Conversation (Audain Gallery, Vancouver, 2014); nbp-etc: escolher linhas de repetição (Galeria Laura Alvim, Rio de Janeiro, 2014); Diagramas (Centro Galego de Arte Contemporânea – CGAC, Santiago de Compostela, 2013); e re-projecting (london) (The Showroom, Londres, 2013). Participou da documenta 12 (2007); da XX Bienal de Sydney (2016); da XXX e XXV Bienal de São Paulo (2012, 2002) e de The School of Kyiv (2015); entre outros eventos. É autor de Manual do Artista-Etc (Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2013); Além da Pureza Visual (Porto Alegre: Editora Zouk, 2007); entre outras publicações.


6 de julho de 2017 (quinta-feira)
Conversa Yashira e a Trajetória da Arte Performática em Goiás, 
com Enauro de Castro
Auditório | Duração: 60 minutos

A proposta é abordar o percurso artístico de Yashira como a precursora da arte performática em Goiás, através de seu conceito de “arte viva”, presente em seus desfiles com o Exército de São Francisco, esculturas vivas e presépio vivo. Inicialmente, será feito uma breve recapitulação de sua trajetória artística, sua passagem por diversas linguagens e sua missão de inventariar “as coisas desse mundo”, assumindo, por assim dizer, o papel de mensageira encarregada de ligar o mundo “real” e o sobrenatural, vida e morte, natureza e cultura. Posteriormente, o palestrante discorrerá sobre o papel da performance e a construção da cena artística contemporânea em Goiás.

ENAURO DE CASTRO (Brasil, 1963) é artista visual, pesquisador e curador. Possui graduação em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Goiás (1996). Principais exposições: Primeiro Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste (Centro Cultural UFG, Goiânia, 2011); É HOJE na Arte Brasileira Contemporânea (Coleção Gilberto Chateaubriant), com curadoria de Fernando Cocchiarale e de Franz Manata (Santander Cultural, Porto Alegre, 2006); CORPO – O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira, com curadoria de Fernando Cocchiarale e Viviane Matesco (Itaú Cultural, São Paulo, 2005); entre outras. Principais curadorias: Yashira, Museu do Mundo (Museu de Arte de Goiânia, 2016); Dina, Liselotte, Zofia, Três Mulheres, Três Artistas (Museu de Arte de Goiânia, 2015); Índio-Não (Museu de Arte de Goiânia, 2015); entre outras.


7 de julho de 2017 (sexta-feira)
Conversa Outros Fluxxxos, com Alexandre Sá
Auditório | Duração: 70 minutos

Em que medida é possível investigar as relações de dominação dentro das próprias políticas da alteridade? Seria o corpo neste caso também castrado e atravessado por um processo de dominação e controle, amparado por uma pressuposta ideia de liberdade?

ALEXANDRE SÁ (Brasil, 1977) vive e trabalha no Rio de Janeiro. É pós-doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes na UFF sob supervisão de Tania Rivera. Doutor e mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ (orientado por Glória Ferreira) e licenciado em Educação Artística/História da Arte pela UERJ. Profissional híbrido, que trabalha com as mais diversas linguagens (instalações, performances, fotografias, objetos e vídeos), sua pesquisa plástica tem como preocupação estética as relações entre o texto, a imagem, a poesia da paisagem, a psicanálise e o corpo. Uma de suas particularidades é o diálogo entre teoria e prática, pois atua também como crítico/poeta, escrevendo textos para revistas especializadas e para artistas relevantes no cenário nacional. Participou de exposições nacionais e internacionais, entre as quais podemos destacar: Posição 2004 (Parque Lage, RJ, 2004); L’Age d’or et le Brésil (Escola Nacional Superior de Fotografia de Arles, França, 2006), Absence entre totalité (Galeria Alma, França, 2008); Performance Presente Futuro, Vol. II (Oi Futuro, RJ, 2009); Festival Performance Arte Brasil (MAM, RJ, 2011); Curadoria Operária (Espaço Cultural Sérgio Porto, SP, 2014); entre outras. É coordenador da graduação e professor do Instituto de Artes da UERJ; coordenador e professor do curso de Artes Visuais da Unigranrio; professor da Especialização em Ensino da Arte da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e do Instituto de Artes da UERJ, do Programa de Pós-graduação em Artes da UERJ e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É membro do Fórum do Campo Lacaniano Rio de Janeiro e do International of Forums (IF).


OFICINAS

4 de julho de 2017 (terça-feira)
Oficina-Conversa-móvel Lab Livre Desconversa, com Jaqueline Vasconcelos e Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental
da SALA 32 à praia | Duração: 60 minutos

O Lab Livre Performance é uma plataforma colaborativa estruturada em módulos imersivos e está direcionada ao exercício de práticas situadas na arte da performance. Seu objetivo estrutura-se sobre o reconhecimento da prática autoral, seus respectivos processos para a organização pessoal e interpessoal, bem como sua projeção pública.

JAQUELINE VASCONCELOS (Brasil, 1980) é artista do corpo, articuladora cultural, doutoranda pela ECA-USP e colaboradora da estação de trabalho La Plataformance.

RODRIGO MUNHOZ A.K.A. AMOR EXPERIMENTAL (Brasil, 1977) é um artista que transita pela arte da performance, fotografia, audiovisual e educação. É colaborador da estação de trabalho La Plataformance.


4-6 de julho de 2017
Oficina Teoria e História da Performance, de Lucio Agra
Duração: 6 horas/aula distribuídas em três dias| Máximo: 20 inscritos | Há certificado
SALA 32 | Seleção por currículo | Enviar para o e-mail: lucioagra@gmail.com

No momento em que vivemos, um dos assuntos que mais atrai atenções é a performance. A oficina se propõe a sugerir respostas para as seguintes perguntas: Como chegamos ao cenário atual de interesse generalizado em torno da performance no Brasil e no mundo? Como a performance pode atuar como estratégia de intervenção cultural e até mesmo política? Quais foram as forças culturais que conduziram um processo de interesses centralizados em torno do corpo humano e de uma nova concepção de ação? Que relações a performance entretém com as emergentes novas formas de pensamento na área das ciências humanas e do fazer nas artes?

LUCIO AGRA (Brasil, 1960) é performer, poeta e professor. Atua artisticamente no Brasil e no exterior, como na França, no Canadá, nos Estados Unidos, em Montevideo, na Colômbia, no México, entre outras localidades. Autor de Monstrutivismo – Reta e Curva das Vanguardas (São Paulo: Editora Perspectiva, 2010), de diversos artigos em publicações nacionais e internacionais, e, em breve, de Performance: Corpo em Expansão.


8-9 de julho de 2017
Oficina Aproximar Corpos e Coisas, de Renan Marcondes
Duração: 8 horas/aula distribuídas em dois dias | Máximo: 20 inscritos | Há certificado
SALA 32 | Seleção por currículo | Enviar para o e-mail: renancevales@hotmail.com

A oficina visa compartilhar um modo de criação entre a coreografia e a performance que tem orientado os últimos trabalhos do artista. A partir de técnicas de tradução entre desenho de observação, experimentação corporal e palavra (adjetivação e verbalização), os participantes serão levados a compor texturas coreográficas de repetição que serão depois aplicadas a objetos de uso cotidiano, criando imagens de corpo abstratas que desvinculem o corpo de uma relação de dominação com esses mesmos objetos, promovendo novos espaços de coexistência e escuta entre coisas e corpos.

RENAN MARCONDES (Brasil, 1991) é artista visual, performer e pesquisador. Seu trabalho compreende os campos da performance, coreografia e instalação. Doutorando pela ECA-USP, mestre em Poéticas Visuais pela Unicamp (bolsa Capes) e especialista em História da Arte: Teoria e Crítica pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, instituição onde também obteve o bacharelado em Artes Visuais, quando realizou Iniciação científica com orientação de Cauê Alves e apoio Fapesp. Artista premiado com o Proac Primeiras Obras de Dança em 2014; 1º lugar no Setor de Performance na SP-Arte em 2016; também premiado no 26º Salão de Arte da Juventude do Sesc Ribeirão Preto; e prêmio estímulo do 40º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto. Membro do corpo editorial da eRevista Performatus desde 2013.

Posted by Patricia Canetti at 3:42 PM