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Morre o astrofísico brasileiro João Steiner

Publicado em 11 setembro 2020

Por Joao Martim

Hoje (10), o astrofísico brasileiro João Steiner faleceu aos 70 anos. Steiner ainda trabalhava como cientista, além de ser um grande nome na comunicação científica do país.

Graduado e pós-graduado pela USP (Universidade de São Paulo), Steiner estudou astrofísica estelar e núcleos galácticos ativos, áreas de imenso brilho que se formam em torno de buracos negros.

Foi professor titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP). Além disso, era colunista do Jornal USP e tinha programa de rádio na USP.

Ele também teve um papel nas áreas administrativas e políticas da ciência. Foi, portanto, Secretário-Geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Além disso, foi Secretário de Coordenação de Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA-USP) entre 2004 e 2007.

Carreira de João Steiner

Steiner nasceu em 1950 em São Martinho, cidade do interior de Santa Catarina. Em 1973, aos 23 anos, formou-se em física pela Universidade de São Paulo (USP).

Ainda na USP, o cientista concluiu o mestrado (1975) e o doutorado (1979), ambos na área de astronomia, tornando-se astrofísico. Ele imediatamente completou seus estudos de pós-doutorado no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, nos Estados Unidos.

“Foi brilhante. Ele teve uma carreira científica maravilhosa “, explica Aldo Malavasi em nota. O geneticista Malafasi é atualmente vice-presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

“Ele teve uma carreira científica maravilhosa. Ele foi responsável por aproximar os astrônomos da SBPC e introduzir a astronomia nas atividades da entidade, como os Encontros Anuais e Regionais ”, explica.

Malafasi diz que Steiner tinha habilidades de ensino impecáveis. Portanto, ele soube traduzir questões complexas para o público leigo. Ele era um cientista nato, nas palavras de Malafasi.

Como Marcos Pivetta e Neldson Marcolin explicam em entrevista a Steiner em Revista Pesquisa Fapesp, editado pela Fapesp, órgão estadual de fomento à pesquisa de SP, em 2013:

“Quando ele fez seu pós-doutorado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e foi contratado pelo Smithsonian Institution como funcionário público dos Estados Unidos, sua visão de como fazer ciência em um nível competitivo mudou radicalmente.”

“De volta ao Brasil em 1982, Steiner tornou-se um ativo organizador e administrador da ciência e um atacante obsessivo pela melhoria das condições de infraestrutura dos estudos astronômicos”, afirmam.

Aqui no Brasil, teve vínculo com várias instituições, embora sempre tenha estado na USP. Entre eles estão o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por exemplo.

Prêmios

Vários são os prêmios recebidos por Steiner, já que ele era cuidadoso em tudo o que fazia. Em 1998, o cientista recebeu a Ordem Nacional do Mérito Científico, com o posto de comandante.

Em 2001, ele recebeu o Ordem do Rio Branco, concedida pelo governo federal aos considerados merecedores, por algum serviço importante para o Brasil, também por ordem de um comandante.

Além disso, em 2010 foi agraciado com a Ordem Nacional do Mérito Científico, com o grau de Grã-Cruz. Além disso, ele possui diversos diplomas relacionados a instituições científicas.

Com informações de SBPC mim Revista Pesquisa Fapesp.

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