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Morre Glaci Zancan, pesquisadora que dedicou sua vida à ciência

Publicado em 02 julho 2007

A pesquisadora gaúcha Glaci Theresinha Zancan morreu, no último dia 29, em Florianópolis (SC). Segundo informações da Agência Fapesp, Zancan sofria de esclerose lateral amiotrófica.

A professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ingressou no meio acadêmico em 1960, onde atuou por mais de 40 anos. Zancan graduou-se e fez o doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), tinha especialização pela Universite Catholique de Louvai na Bélgica e pós-doutorado pela Universidade de Buenos Aires.

Além de uma forte atuação na área acadêmica, Zancan foi um dos nomes mais importantes da área científica no Brasil. Por duas vezes, foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), nos anos de 1999 a 2003.

Em 1989, foi diretora do Centro Brasileiro-Argentino de Biotecnologia. No mesmo ano, Zancan fez parte do conselho deliberativo do CNPq. Em 1990, a pesquisadora recebeu, do governo federal, o prêmio Ordem do Mérito Científico Grã-Cruz. O reconhecimento por sua atuação na área bioquímica veio um ano depois, quando o Conselho de Farmácia que lhe concedeu a Medalha do Mérito Educativo. Em 2002, o governo federal também a condecorou com o mesmo prêmio. 

A SBPC, em homenagem póstuma a Zancan, está dedicando a 59ª reunião anual, que acontece em Belém de 8 a 13 de julho, em memória da pesquisadora.