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JN Jornal de Notícias

Monitoramento de queimadas no Cerrado tem estudo como aliado

Publicado em 10 maio 2019

Por José Tadeu Arantes | Agência FAPESP

Um estudo conduzido por cientistas do Brasil, Estados Unidos e Portugal investigou a acurácia e a consistência de diferentes coleções de dados obtidos por satélites relativos à localização e à extensão das áreas queimadas no Cerrado. Os resultados, divulgados no International Journal of Applied Earth Observation and Geoinformation, devem contribuir para a melhoria dos produtos gerados no âmbito do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dedicado ao monitoramento de focos de queimadas e de incêndios florestais detectados por satélites, ao cálculo e à previsão do risco de fogo da vegetação.

A pesquisa está vinculada ao projeto Sistema brasileiro Fogo-Superfície-Atmosfera (BrFLAS), apoiado pela FAPESP. Foi coordenada pela professora Renata Libonati, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em colaboração com pesquisadores da Universidade de Maryland e da Universidade de Lisboa. E foi uma das decorrências do mestrado de Júlia Abrantes Rodrigues, sua primeira autora. Diversos estudos anteriores mostraram que o fogo – usado de forma inteligente e criteriosa, com zoneamento da área total e cronograma de queima, em sistema de rodízio – é indispensável para a renovação do Cerrado.