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O Diário (Mogi das Cruzes) online

Mogi, um novo pólo de pesquisas

Publicado em 25 novembro 2007

Pesquisando - No interior dos laboratórios da Universidade de Mogi das Cruzes e da Universidade Braz Cubas, importantes pesquisas científicas

O Instituto de Informações Científicas (ISI, na sigla em inglês), principal monitor da produção de ciências no mundo todo, comprova que Mogi das Cruzes vem se transformando em um grande pólo produtor de pesquisas de alta tecnologia. Dados divulgados recentemente pela instituição mostram que a Cidade é sede da universidade particular que mais obteve registros de trabalhos científicos de grande relevância internacional entre as 39 que formam a Grande São Paulo, incluindo a Capital. Na última década, mais de US$ 20 milhões foram investidos em projetos científicos.

Dados do ISI, que representa os periódicos de maior renome internacional em 164 áreas do conhecimento humano, mostram que a Universidade de Mogi das Cruzes foi a primeira entre todas as instituições particulares da Grande São Paulo no número de trabalhos publicados em revistas científicas em todo o ano passado: 32. Outra universidade da Cidade, a Braz Cubas (UBC), também aparece no levantamento, com três pesquisas. Esse indicador indexa mais de 5 mil publicações, rigorosamente selecionadas. "É a prova de que o Município está conseguindo um lugar ao sol no mundo da alta tecnologia", avalia o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da UMC, Paulo Cezar de Almeida.

A UMC possui cinco departamentos de pesquisa, onde são desenvolvidas atualmente 146 investigações científicas: Núcleo de Ciências Sociais Aplicadas (NCSA), Núcleo de Ciências Ambientais (NCA), Núcleo de Pesquisas Tecnológicas (NPT), Núcleo Integrado de Biotecnologia (NIB) e Centro interdisciplinar de Investigação Bioquímica (CIIB). É ali que 200 professores — 35 com dedicação exclusiva — produzem conhecimento nas áreas das ciências humanas, exatas e biológicas. A instituição se prepara para inaugurar em breve um novo núcleo, dedicado a novas matrizes energéticas, como o etanol.

Na UBC são cinco centros de pesquisa (Ciências Humanas e Sociais, Ciências da Educação, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e Tecnologias e Ciências Sociais Aplicadas). "Em 2008, a Universidade Braz Cubas, pretende se concentrar em 11 linhas de pesquisas. Já temos convênios e intercâmbios com a Universidade de Lyon, na França, ECA (Escola de Comunicação e Artes) da USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Unifesp (Universidade Federal Paulista)", revela a coordenadora de Pesquisa e Pós-Graduação da UBC, professora Ana Zahira Bassit, destacando que a Editora UBC publica - em parceira com a Sociedade Brasileira de Professores de Lingüística e a Terceira Margem Editora - as revistas científicas Acta Semiótica et Lingvistica e Brasileira de Lingüística, classificadas no Qualis (processo de classificação dos veículos utilizados pelos programas de pós-graduação para divulgação da produção intelectual de seus docentes e alunos), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Para sustentar a infra-estrutura necessária para a realização de pesquisas de ponta, as duas universidades de Mogi das Cruzes recorrem a órgãos de fomento, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Só na UMC, as duas entidades investiram US$ 10 milhões nos últimos 10 anos. Mas o dinheiro não foi suficiente para atender à demanda. Por isso, dirigentes e pesquisadores ligados à Universidade resolveram apostar na ampliação das atividades da Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa (Faep), que passou a financiar pesquisas. "Só na última década foram US$ 10 milhões", conta o presidente Luiz Fernando Giazzi Nassri.