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Modelo de previsão do Inpe avalia impactos em regiões costeiras

Publicado em 20 maio 2014

O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) lançou em sua página de previsão de ondas (http://ondas.cptec.inpe.br/) um modelo conceitual de monitoramento costeiro, de alta resolução (com grade de até 20 metros), que permite avaliar diferentes impactos a partir dos movimentos de marés e ressacas no litoral brasileiro.

 

Esse modelo está associado a um projeto mais amplo, o Sistema de Previsão e Monitoramento Costeiro (Simcos), um projeto temático financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em operação há quase um ano, cujas previsões podem ser acompanhadas na página do CPTEC.

 

O Simcos é composto de dois modelos diferentes e independentes, mas concebidos para operar em conjunto, de forma complementar, com o objetivo de emitir alertas de ressacas e, adicionalmente, monitorar e avaliar os possíveis impactos na costa brasileira.

 

O modelo de alta resolução, que está sendo lançado neste momento, utilizou como área teste a Baía de Vitória, Espírito Santo, que abrange a Ilha de Vitória, região metropolitana e os portos de Tubarão e Vitória. A base do modelo é o de correntes marítimas WWatch, do NCEP/Noaa, com dados de contorno (velocidade e direção dos ventos de superfície) do modelo francês de circulação atmosférica global Mercator, além do modelo holandês Mohid, que simula correntes marítimas próximas à costa e os impactos de marés, ressacas e vasão de rios.

 

O Simcos conta com 61 pontos de previsão e monitoramento ao longo da costa brasileira. Em cada um destes locais, o sistema conta com uma linha de 100 metros de profundidade, paralela e próxima a costa, para a qual há uma série histórica de 30 anos, com dados de corrente marítima, temperatura da superfície do mar, altura e direção das ondas, entre outros dados. Leia mais.

 

(Ascom do Inpe)