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MCTIC - Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Ministro participa da Conferência Paulista de C,T & I

Publicado em 13 abril 2010

O ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, participou nesta segunda-feira (12) da abertura da Conferência Paulista de Ciência, Tecnologia e Inovação, em São Paulo. O evento também teve a presença de Celso Lafer, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Luciano Santos Tavares de Almeida, secretário do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, e Ronaldo Mota, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT.

O evento tem como foco discutir o futuro do Sistema Paulista de Ciência, Tecnologia e Inovação, e é tem também o caráter de analisar as propostas do estado a serem levadas à a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI), que se realiza em Brasília de 26 a 28 de maio.

A palestra de abertura destacou a formação de recursos humanos de qualidade como um dos principais fatores limitantes para o avanço da pesquisa e o desenvolvimento no estado de São Paulo. Em sua fala, o ministro Rezende destacou o papel relevante dos cientistas e das instituições de pesquisa do estado para que a ciência e a tecnologia do País atingissem o patamar de reconhecimento internacional conquistado e concordou com o fato de que os dez mil doutores formados anualmente no momento ainda são insuficientes para as metas que o Brasil precisa alcançar.

De acordo com o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, para que o ensino superior possa formar mais pesquisadores, o maior desafio é melhorar a qualidade do ensino médio. Nosso principal desafio, tanto na academia como nas empresas, é aumentar o impacto internacional dessa atividade de pesquisa. São Paulo tem uma base forte para enfrentar esse desafio, mas temos uma fraqueza: a disponibilidade de pessoal qualificado, destacou.

Segundo ele, para que São Paulo tenha um peso internacional proporcional à sua excelência científica, será preciso multiplicar por três, nos próximos 15 anos, o número de cientistas que hoje atuam no estado. O fator limitante para esse crescimento, no entanto, não é a disponibilidade de vagas no ensino superior.

O número de vagas para o ensino superior é maior do que o de pessoas concluindo o ensino médio. Temos que aumentar o número de pesquisadores e estamos observando que a taxa de formação está limitada no ensino superior e estagnada na pós-graduação. Para reverter esse quadro, é preciso melhorar a qualidade do ensino médio, observa Brito Cruz.

De acordo com ele, a produção científica de São Paulo é a segunda maior da América Latina, superando a de países como México, Argentina e Chile. Mas a ciência paulista corresponde a apenas um terço da que é feita em países com população semelhante à de São Paulo, como Coreia do Sul e Espanha.

O número de artigos por cientista em São Paulo, no entanto, é semelhante ao verificado em países como Espanha, Austrália e Canadá. O número de cientistas por mil habitantes em São Paulo é cerca de 0,8, equivalente ao de países da América Latina. Para chegar ao patamar dos países desenvolvidos - a Espanha, por exemplo, que tem uma dimensão comparável à de São Paulo - seria preciso ter o triplo de cientistas em território paulista, disse Brito Cruz.

A relação entre o número de graduados no ensino superior e o de habitantes é de 30% em São Paulo e 23,3% no Brasil, contra 55% na Espanha, na França e nos Estados Unidos. Na Argentina, a relação é de 13% e, no México, de 20%. Os percentuais mais altos estão no Reino Unido (67,5%) e na Austrália (82%).

Com informações da Agência Fapesp