O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou nesta quinta-feira (27), ao ser questionado pelo Notícias da Bahia , sobre o plano do governo federal após a Anvisa aprovar a nova vacina de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o Ministério da Saúde.
Padilha celebrou a decisão da agência e destacou a relevância científica do imunizante.
Segundo ele, “é a primeira vacina 100% brasileira para dengue e a primeira vacina do mundo que, com apenas uma dose, garante a proteção”. O ministro reforçou ainda que os resultados são animadores: “Mais de 70% das pessoas que tomaram a vacina não tiveram qualquer sintoma de dengue, mais de 90% não tiveram dengue grave e nenhuma precisou se hospitalizar.”
O ministro também informou que já iniciou as articulações com Estados e municípios.
“Hoje já fizemos a reunião com os secretários estaduais e municipais de Saúde para discutir qual é a melhor estratégia de incorporação dessa vacina para o Brasil.”
Na próxima segunda-feira, o Ministério vai se reunir com o comitê de especialistas, responsável por definir quais grupos devem receber as primeiras doses. “Com esses resultados, o comitê vai fazer a sugestão para o Ministério da Saúde de qual é o melhor público para começar essa vacinação.”
Padilha afirmou ainda que a aprovação da Anvisa autoriza o governo a formalizar o contrato com o Butantan. Ele explicou que o instituto não teria capacidade sozinho para fabricar doses suficientes, por isso houve uma parceria com a empresa chinesa Wuxi.
“O Butantan tem 1 milhão de doses, mas com essa parceria com a Wuxi nós vamos ter 35 milhões de doses disponíveis.”
A previsão é que a vacina seja incorporada ao calendário nacional já no início de 2026.
“Nossa expectativa é que essa vacina possa já incorporar o calendário de vacinação a partir do começo do ano que vem. Em janeiro, a gente já ter essa vacina como parte do nosso calendário, mais uma arma para combater a dengue.”
Apesar do avanço, Padilha reforçou que a imunização não substitui o controle diário dos criadouros do mosquito: “É mais uma arma, mas a gente precisa continuar cuidando da casa, cada comunidade, cada bairro.”
Com informações da repórter Sandra Mercês