Notícia

Arte Hall

Ministério da Cultura e Porto Seguro Cia de Seguros Gerais anunciam os nomes premiados pelo Prêmio Brasil Fotografia 2014

Publicado em 13 novembro 2014

JR Ripper

Premio Brasil fotografia especial

Sonia Guggisberg

Premio Brasil fotografia ensaio

Gilvan Barreto

Premio Brasil fotografia ensaio

Marcos Munis

Premio Brasil fotografia bolsa de desenvolvimento de projeto

Paula Almozara

Premio Brasil fotografia bolsa de desenvolvimento de projeto

Vinicius Assencio

Premio Brasil fotografia bolsa de desenvolvimento de projeto

Comissão de Seleção

Cildo Oliveira, artista visual

Georgia Quintas, antropóloga

Leonor Amarante, curadora e jornalista

Simonetta Persichetti, pesquisadora e professora

Walter Firmo, fotógrafo

A edição 2014 do Prêmio Brasil Fotografia selecionou e premiou  seis nomes que, com seus trabalhos, formam uma pequena, mas representativa, mostra da produção fotográfica contemporânea brasileira.

A exposição com os trabalhos abre para convidados no dia 15 de janeiro de 2015, no Espaço Cultural Porto Seguro, na Rua Rio Branco, 1489- São Paulo, e fica em cartaz até o dia 31 de março.

Maiores informações pelo site: www.premiobrasilfotografia.com.br

Sobre os Premiados

PREMIO BRASIL FOTOGRAFIA ESPECIAL

JR Ripper

João Roberto Ripper é fotógrafo e fundador do Programa Imagens do Povo. Começou a trabalhar como fotojornalista com 19 anos. Passou pelos jornais Última Hora, O Estado de São Paulo (sucursal carioca), O Globo, entre outros. Em 1974 fundou a agência fotográfica F4. A partir da década de 1990, Ripper estabelece uma articulação mais estreita do trabalho documental com a atuação na área de Direitos Humanos. Junto a outros fotógrafos, funda a agência Imagens da Terra, cobrindo temáticas sociais diversas em viagens pelo Brasil durante cerca de 10 anos. Posteriormente, criou o Imagens Humanas, onde Ripper atualmente expõe seu trabalho pessoal. Em 2004, fundou o Programa Imagens do Povo, projeto realizado pelo Observatório de Favelas, na Maré. Entre seus trabalhos referenciais estão “Trabalho Escravo”, “Trabalho Infantil”, “Índios do Mato Grosso do Sul” e “Mulheres entre Luzes e Sombras

PREMIO BRASIL FOTOGRAFIA ENSAIO

Sonia Guggisberg

“Samarina”

Samarina propõe um olhar crítico, não só de forma real, mas metaforicamente falando também. Parte de uma pesquisa sobre o redesenhar da cidade, usando as quedas de demolições como metáfora para falar do desmanche não só da cidade e da memória do sujeito, mas do poder político e institucional.

Samarina é um trabalho cujas imagens também foram captadas em uma demolição e que apresenta um caso específico: o fim de uma história familiar. Com cenas filmadas na demolição de galpões que fizeram parte da história da família, apresenta um final comum, quando se trata de uma cidade como São Paulo. As imagens em vídeo focalizam o movimento da fumaça, do pó provocado pelas quedas, o resto do resto, o último fragmento das quedas, que flutua pelo ar. É uma passagem que mostra o fim, literalmente, não só de mais um imóvel na cidade, mas do desmanche de mais uma história que foi construída ali. São galpões que marcaram a ascensão financeira e a quebra da família com a morte do pai, em 1974.

A sonorização de Samarina foi feita a partir de sons da demolição local, porém, ao fundo, escutam-se vozes de crianças gravadas nos anos 1970, que reproduzem músicas da época. Os sons das quedas das paredes e da estrutura do prédio são apresentados junto com estas vozes que cantam e tocam insistentemente um violão enquanto o prédio se desmancha. Elas evocam a quebra dos sonhos infantis que definitivamente terminam. Uma das músicas reproduzidas chama-se Samarina.

PREMIO BRASIL FOTOGRAFIA ENSAIO

Gilvan Barreto

“Moscouzinho”

No final da década de 1940, Jaboatão, no Grande Recife (PE), elegeu o primeiro prefeito comunista do Brasil. Por causa disso, a cidade ficou conhecida como “Moscouzinho”. Nascido em 1973, durante a ditadura militar brasileira, o fotógrafo Gilvan Barreto cresceu seguindo seus pais entre comícios e reuniões políticas dessa “Rússia Latina”. Em homenagem aos pais, que faleceram enquanto Gilvan produzia o livro Moscouzinho, o fotógrafo reinventou este “país”. Para criar as imagens, usou imagens de velhos álbuns de família e reproduções de documentos dos arquivos da ditadura militar no Brasil. Inspirado pela poesia soviética, criou fotografias e fotocolagens (manuais) que incorporam este território afetivo. Memória e criação, ficções e realidades, luto e cura. Um ensaio autobiográfico que se torna universal, comum a tantas pessoas que viveram situações semelhantes ao lados de seus familiares no Brasil e outras ditaduras na América Latina. Uma fotografia que simbolicamente remonta parte desta história e questiona o teor fictício dos documentos oficiais de uma época nebulosa do nosso país.

PREMIO BRASIL BOLSA DE DESENVOLVIMENTO DE PROJETO

Marcos Muniz

Menomitas

O objetivo é documentar fotograficamente, de forma inédita, o grupo religioso menonita residente da cidade de Primavera do Leste, em Mato Grosso, Brasil. Os menonitas são um grupo de origens cristãs que descendem diretamente do movimento anabatista que surgiu na Europa no século XVI, na mesma época da Reforma Protestante. Os Menonitas têm seu nome derivado do teólogo MennoSimons (1496-1561), que através dos seus escritos, articulou e formalizou os ensinos anabatistas. Em 1949, teve início a revolução da chinesa, liderada por Mao TséTung. Alegando perseguições do exército chinês, os menonitas russos em terras asiáticas pediram para que a ONU intercedesse. Dessa forma, imigrantes menonitas conseguiram entrar em acordo com diversos países da América do Sul e, no Brasil, alguns se fixaram no sul do país e também em pequenas fazendas no Mato Grosso. Esse isolamento social sem a interferência do avanço tecnológico e dos dogmas da sociedade contemporânea levou-os a criar uma identidade religiosa e estética muito própria com um estilo secular Referências: Para conhecê-los, mais informações sobre a comunidade russa menonita em matéria produzida:http://bit.ly/ZL9ljd Início das linhas pesquisas pessoais sobre os menonitas: Mais imagens do processo de construção das imagens dos grupos menonitas que fotografei em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia: http://bit.ly/1wemtJc

Justificativa:É uma pesquisa inédita no Brasil que já iniciei na Bolívia, em Santa Cruz de laSierra, em jan/2014 onde o isolamento sem a interferência da tecnologia, levou-os a criar uma identidade religiosa e estética muito própria onde a língua alemã exerce um papel de unidade. E,por meio de permissão, terei acesso permitido às famílias menonitas da cidade.
Cronograma: Cronograma dividido em seis fases: Janeiro: estudo mais aprofundado sobre o grupo Fevereiro: fotografia no local (fazendas locais que vários membros dos grupos residem) Março: fotografia de campo + criação website Abril: fotografia de campo no local Maio: decupagem das imagens e edição final Junho: decupagem das imagens, edição final.

Produto Final: Ensaio fotográfico de 80 imagens que tem como produto final 1 website em forma de diário com update quinzenal do processo construtivo. Referência para produção do website: www.beforethey.com Webdesigner: http://asomasede.com

PREMIO BRASIL BOLSA DE DESENVOLVIMENTO DE PROJETO

Paula Alzomara

A Margem

O projeto intitulado “À margem” pretende desenvolver um conjunto de 10 obras que tem como objetivo fundamental questionar e provocar os limites existentes sobre a noção de reprodutibilidade técnica na relação “matriz/múltiplo” e “objeto único” realizando experimentações a partir da fotografia analógica e tendo na paisagem um elemento dominante das relações visuais a serem estabelecidas. A paisagem, e a ideia de estar “à margem”, pode ser pensada nesse projeto como “a manifestação do movimento interno do mundo” (BESSE, 2011, p.112), em que a atitude estética não se fixa no caráter de realidade ou representação das coisas dispersas na natureza exterior ou mesmo no conhecimento científico sobre essas coisas, mas se entretém na multiplicidade de situações potenciais que cada sujeito, detentor de um repertório, é capaz de perceber e submeter a um livre jogo de ligações que, afinal, conferirá unidade, coerência e significação a uma imagem mental: “percorrer um lugar ou uma fotografia, pelo menos em determinadas ocasiões, deveria ser um ato consciente e ativo a partir do qual se constrói a própria experiência, sobretudo se partirmos da ideia de que a paisagem, real ou representada, está no olhar de quem contempla ou transita e não no lugar que motiva em si esse pensamento.” (BLEDA & ROSA, 2007, p.177).

Justificativa: A importância do projeto para o campo da fotografia e o desenvolvimento histórico e crítico da produção fotográfica está relacionado ao fenômeno característico dos últimos tempos no que tange a retomada da fotografia analógica em meio a profusão de possibilidades digitais. Impulsiona uma discussão sobre a fotografia e a relação com as artes visuais

Cronograma: Meses 1 2 e 3: Captação das imagens. Desenvolvimento dos trabalhos. Encontro com o tutor. Mês 4: Execução do design do “diário de produção” para impressão. Execução das montagens dos trabalhos. Mês 5 e 6: Final da montagem dos trabalhos. Encontro com o tutor. Entrega dos produtos finais.

Produto final: Cinco trabalhos realizados com a utilização de negativos fotográficos com filme 120mm montados em suporte de acrílico. Cinco trabalhos realizados com a utilização de fotografias instantâneas (tipo Polaroid®). Realização de um “diário de produção”.

PREMIO BRASIL BOLSA DE DESENVOLVIMENTO DE PROJETO

Vinicius Assencio

O Mesmo Fogo em Outras Terras

O Mesmo Fogo em Outras Terras propõe a investigação fotográfica de uma tradicional prática do interior paulista, a de atear fogo sobre as lavouras de cana de açúcar, ato que é reproduzido também dentro do território urbano, em seus terrenos baldios. É recorrente avistar-se curtas linhas de fogo no horizonte das cidades do centro oeste paulista, provenientes das queimadas que precedem as colheitas da cana. Paralelamente, vê-se terrenos baldios urbanos sendo incendiados por moradores vizinhos a eles como forma de conter o crescimento de mato. Esse fenômeno, embora seja debatido há décadas no âmbito político e no campo tenha sido cerceado por promessas de se completar a mecanização agrícola, ainda persiste – e suas consequências se tornaram um fato da vida das populações do centro oeste paulista. Utilizando como recorte a cidade de Pederneiras no interior paulista, cidade natal do proponente do projeto, nos interessa investigar como as queimadas, dentro e nas margens de seu território, estão tão presentes na vida dos moradores. A ideia é que o registro seja montado e exposto de maneira a possibilitar uma experiência sensorial ao público e que sugira novos modos de percepção e de convivência com este fenômeno.

Justificativa:  Ao registrar os processos de queimadas estamos contribuindo para uma memória histórica de um processo de modernização do interior do Brasil, sobretudo no interior do estado de São Paulo onde a fumaça que alcança os céus e a chuva de fuligem em contraste com a calmaria da vida na pequena cidade criam uma composição de signos bastante intrigante.
Cronograma: Meses 1, 2 e 3: Pesquisa com moradores sobre fenômeno das queimadas / Captação das imagens das queimas em terrenos baldios urbanos, em canaviais e das chuvas de fuligem sobre a cidade. Meses 4, 5 e 6: edição e finalização das fotografias e do vídeo.

Produto final: Existirão dois atos fotográficos, no primeiro uma fotomontagem panorâmica dos horizontes em chamas (queima dos canaviais), onde aparecerão curtas linhas de fogo. No segundo ato uma sequência de seis fotografias de seis diferentes terrenos baldios também em chamas. No teto haverá um tecido com a projeção de um vídeo de uma chuva de fuligem.

Resumos Biográficos

Sonia Guggisberg

Doutoranda   em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP – Bolsa Fapesp).

Atua como artista, videomaker e pesquisadora participando de mostras coletivas eIndividuais palestras e workshops desde a década de 90. Tem experiência em site specific e em videoinstalação e hoje desenvolve o projeto de pesquisa:  Subsolo urbano e social na cidade de São Paulo como objeto de pesquisa de doutoramento.

Suas individuais foram no Itaú Galeria (SP, 1993); Projeto Macunaíma FUNARTE (RJ, 1996); “O Corpo das Dobras” no Centro Cultural dos Correios (RJ, 1999); e Galeria SESC Paulista (SP, 1999); “Vidas Suspensas” na Galeria Millan e na Capela do Morumbi (SP, 2000); Museu Metropolitano de Curitiba ( SP,2002); na Galeria BaróSenna (SP,2002); “Amorfos” na Galeria Virgílio ( SP,2003);De 2005 à 2007  “Bolhas Urbanas”  de intervenções em ruínas do patrimônio histórico  na cidade de São Paulo (Mestrado); “Lençol Freático” no Centro Cultural Banco do Brasil (2008 SP);  exposição individual, site specific, “Fundo” no Hospital Edmundo Vasconcelos (Prédio do Arquiteto Oscar Niemeyer (SP 2011),  Grade (site specific), Projeto Quadrado, Paço das Artes, (SP 2012); Submersão (SP 2013-14).

As coletivas selecionadas foram: Acervo ( Centro Cultural São Paulo 2004); Projeto Antártica Artes com a Folha de São Paulo (Pavilhão Manoel da Nóbrega SP, 1996); Geração 90 (Pinacoteca SP, 1998); Heranças Contemporâneas (MAC SP, 1999); Projeto Galpão15 ( SP 2002); Ares e Pensares no SESC Belenzinho ( SP 2002) e Pele Alma Centro Cultural do Banco do Brasil ( SP 2004); MAC USP 40 Anos (2004); Projeto Ocupação no Paço das Artes ( SP 2005); Visão Trocada SP/Berlin Galeria Olido ( SP 2006); Virada Cultural Vale do Anhangabaú ( SP 2006).

Iniciou seu trabalho com imagens e video instalação a partir de 2006 com as seguintes mostras: Mergulhos (SESC Pinheiros, 2008); mostra do Simpósio Internacional (F.A.q.2) “Sincretismo dos sentidos” (SESC Ipiranga, 2007). Em 2009 foi a convite para Alemanha realizou Metáforas tecnológicas: exposição e palestra, Siegen University, Siegen; Infiltração no Paço municipal, (Porto Alegre, RS) e Projeto Tempo Buscar (SESC Piracicaba, 2009). Sujeito: Corpo, (Sesc Pinheiros, 2010); artista convidada o Festival VIVO Art.Mov ( Galeria Baró 2010); mostra Água na Oca, Ibirapuera (SP, 2010); Diálogos do Moderno ao Contemporâneo, Torre Santander,  ( SP 2011); Além da Forma: Plano Matéria, Espaço e Tempo, Instituto Figueiredo Ferraz, (Ribeirão Preto, SP 2012);  Exemplos a seguir! Expedições em estética e sustentabilidade, Galeria Martha Traba, Memorial da América Latina (São Paulo, SP 2012) e em Puebla, México ( 2013); Sistemas Ecos, 2013, Praça Vitor Cívita. (São Paulo, SP 2013); Bienal de arquitetura de São Paulo, Centro Cultural São Paulo, 2013; e Liberdade Virtual SESC Vila Mariana, (SP 2013).Sistemas Ecos, 2014, Praça Vitor Civita.

www.soniaguggisberg.com.br

Gilvan Barreto

Gilvan Barreto, Jaboatão do Guararapes (PE), 1973. Cursou Jornalismo em Recife. Viveu em São Paulo e Londres mas reside no Rio de Janeiro há 8 anos. Seu trabalho é focado principalmente em questões políticas, sociais e na relação do homem com a natureza. Sua fotografia é fortemente influenciada pelo cinema e literatura.

Em 2014 foi o vencedor dos prêmios Marc Ferrez de Fotografia (Funarte) e do Prêmio Conrado Wessel de Arte, com o ensaio O Livro do Sol.Foi selecionado pelo programa Rumos, do Itaú Cultural, com o projeto Orquestra Brasileira de Fotografia, e ganhador do É idealizador também da Orquestra Pernambucana de Fotografia, projeto em produção, aprovado no edital do Governo de Pernambuco.Tem dois livros publicados. “Moscouzinho” (Tempo D’Imagem, 2012), seu primeiro livro autoral, traz uma narrativa poética sobre a reinvenção de sua cidade natal, uma Rússia tropical e nordestina. Para produção das imagens, Gilvan utilizou antigos álbuns familiares e arquivos do DOPS.Inspirado na poesia soviética, produziu fotografias e foto colagens que representam esse território afetivo.Moscouzinho recebeu Menção Honrosa no Pictures Of the Year Latam 2013 e foi finalista no prêmio Conrado Wessel de Arte 2012.

É autor também de “O Livro do Sol” (Tempo D’Imagem 2013). A publicação retrata a relação do sertanejo com a natureza, tendo com fio condutor a obra de João Cabral de Melo Neto. Gilvan participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior, como em “Amrik – Um Retrato da Presença Árabe na America Latina”, mostra que circulou por 20 países. “El paisaje, La habitación, La persona”, 2010, na Nicarágua. Entre as mostras individuais estão “Arqueologia de Ficções”, no Capibaribe Centro de Imagens (2013, Recife – PE), Ateliê da Imagem (junho de 2014, Rio de Janeiro – RJ); e em agosto será montanda em São Paulo, na DOC Galeria. Além da exposição d’O Livro do Sol, aberta na Fundação de Cultural de Curitiba / Museu da Fotografia (2014) e no Festival de Fotografia de Morretes (PR).

Gilvan foi editor da revista Terra, quando realizou trabalhos em fotografia na África, Ásia, Europa e Américas. Além dos trabalhos autorais, dedica-se a documentar temas sociais e ambientais para organizações internacionais.

Marcos Muniz

Marcos Muniz graduou-se em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Líbero (SP). Fotógrafo documental independente, supervisor da área de conteúdo e planejamento digital da agência francesa Havas WorldWide e produtor de conteúdo do blog Canon College, Marcos possui uma herança multicultural [pai é baiano e mãe é descendente de italianos]. Sertão e Toscana. E, por meio desta pluralidade cultural, desenvolveu uma linguagem fotográfica voltada ao retrato documental-poético de temática étnica, religiosa, de resistência urbana e de extremos culturais. Com uma linha criativa pautada pela intimidade, suas imagens traduzem a extrema reciprocidade com o fotografado, uma característica marcante do artista, assim como uma premissa para o desenvolvimento criativo de seus ensaios fotográficos e projetos audiovisuais.

Em 2008, expôs o projeto “Homoafetividade” em vários Centros Culturais em parceria com a Secretária de Diversidade Sexual de SP. Casais homossexuais foram fotografados demonstrando o dia a dia de desafios em situações cotidianas. Em 2009, morando em Londres foi convidado para a importante exposição coletiva do calendário inglês: oPhotoMonthEast London com o ensaio Brazil: two points ofviews, no Spitalfields Market, Londres. No mesmo ano, teve publicações na revista The Economist  e na Le Photographie. Em 2010, o fotógrafo realizou uma viagem pelo mundo e, por meio desta incursão, vários projetos estão em constante evolução em locais, como Índia (Jaipur e Varanassi), Cuba (Havana), Colômbia (Bogotá e Cartagena das Índias) e Bósnia (Sarajevo).

Em 2012, foi premiado pelo edital Nova Fotografia do Museu de Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. O museu promoveu a exposição Entre Muros e Ideias que trouxe de forma documental e poética uma guerra silenciosa, sem tiros e dor por meio de elementos tangíveis e intangíveis que separam psicologicamente e fisicamente cidadãos palestinos e de israelenses. Em abril de 2013, Marcos M. foi um dos oito finalistas-ganhadores do Prêmio de Arte Conrado Wessel 2013, um dos mais importantes do Brasil. Destacaram-se nomes, como Claudia Jaguaribe, Bob Wolfenson e Pedro David. Na ocasião, o ensaio “Baque Sagrado ou Travessia do Tambor” foi contemplado. O projeto retrata de forma intimista o sincretismo religioso dos grupos de Congados, uma dança folclórica e religiosa que mistura ritos da umbanda e católicos em homenagem ao santo negro São Benedito.

Paula Almozara

Natural de Campinas (SP-Brasil), 07/05/1968.Trabalha em Campinas-SP e reside em Artur Nogueira (Região Metropolitana de Campinas). Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade Estadual de Campinas, Mestre em Artes (1997) e Doutora em Educação, na área de Artes (2005) pela Unicamp. Atualmente é professora e pesquisadora da Faculdade de Artes Visuais e Coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão do Centro de Linguagem e Comunicação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), onde realiza projeto de pesquisa na linha de poéticas visuais contemporâneas. Premiada no 62˚ Salão Paranaense de Arte Contemporânea, 39˚ Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e menção honrosa no 7˚ Salão de Artes Visuais de Guarulhos. Selecionada em 2008 para o Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo e para o Programa de Exposições do Museu de Arte de Ribeirão Preto, nos quais desenvolveu projetos baseados em fotografia e processos de transferência gráfica. Em 2009 participou da Mostra Competitiva do Vivo arte.mov – 4˚ Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis com o vídeo “En route” e em 2012 de La Bienal de la Imagen en Movimiento (BIM) na Argentina com o vídeo [paisagem] [pensamento]. Desenvolveu em 2011projeto de fotogravura na residência artística do Atelier Presse Papierem Trois-Rivières no Canadá e em 2012 projeto de audio visual na Fundação Bienal de Cerveira em Portugal. Participou em 2011 e 2013, respectivamente da 8˚ e da 9˚ Bienal Internacional de Gravura Contemporânea de Liège com trabalhos que desenvolviam a questão da fotografia e da gravura. Possui obras em acervos públicos no Brasil, Portugal e Espanha; e em acervos particulares no Brasil, Bélgica e Alemanha.Desde 2006 realiza pesquisa artística sobre processos gráficas industriais, fotografia e vídeo.

O currículo e portfólio completo pode ser visto em: http://www.paulaalmozara.art.br

Vinicius Assencio

Vinicius Assencio é natural de Pederneiras, São Paulo. Tem 26 anos, é bacharel em fotografia pelo SENAC Lapa Scipião desde 2009, durante o curso fez dois estágios, o primeiro na Editora Abril no departamento de documentação de imagens, o DEDOC, o segundo no coletivo fotográfico paulistano Cia de Foto, pelo período de um ano até se graduar. No ano seguinte foi aprovado para uma residência no Centro de La Imagen, na Cidade do México. Desde então participou de mais duas residências, uma em 2013 no Madalena Centro de Estudos da Imagem, por um ano, e a mais recente, já em 2014 no MIS (Museu da Imagem e do Som). Hoje além de fotógrafo é editor da revista chilena de fotografia Mud Magazine.