Notícia

Folha de S. Paulo

Minha língua, minha pátria

Publicado em 15 abril 2015

Por Marcelo Toledo
A cada dia, o estudante Luciano Ariabo Quezo, 25, percebia que a língua portuguesa ocupava mais espaço na aldeia indígena onde nasceu e "engolia" sua língua materna, o umutina-balatiponé. Preocupado com a situação, especialmente após a morte de um ancião --um dos poucos que só falava o idioma nativo--, ele resolveu escrever um livro bilíngue para tentar evitar o desaparecimento da língua de sua família. Quezo é natural de uma reserva na região de Barra do Bugres (MT), onde cerca de 600 pessoas falam o idioma. Aluno do último [...]

Conteúdo na íntegra disponível para assinantes do veículo.