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Mineiro ganha prêmio internacional por pesquisa com material biodegradável

Publicado em 02 dezembro 2020

Com o objetivo de criar material biodegradável, sustentável e de alto desempenho; o engenheiro químico Filipe Vargas Ferreira, de 32 anos, natural de Minas Gerais; tem dedicado seu doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ao desenvolvimento de uma substâncias com essas características.

De acordo com ele, para chegar ao material desejado; o pesquisador utilizou nanotecnologia para extrair cristais da celulose; que misturados a outros produtos tornaram o objeto tão resistente quanto os fabricados com polímeros. Além disso, a celulose oferece duas vantagens: uma delas é ser o polímero mais abundante encontrado na natureza, podendo facilmente substituir os derivados de petróleo;

Ainda assim, pode ser menos agressiva ao meio ambiente quando descartada. Contudo; com o sucesso do novo material a equipe do pesquisador já conseguiram fabricar embalagens biodegradáveis e implantes biomédicos; que tiveram sucesso na testagem em ratos. Reconhecimento Dessa forma, com os bons resultados o brasileiro se tornou um dos 25 vencedores do Green Talents 2020; International Forum for High Potentials in Sustainable Development (Fórum Internacional de Projetos com Alto Potencial para o Desenvolvimento Sustentável).

O programa é desenvolvido pelo Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF) e busca reconhecer projetos nas áreas de ciência e desenvolvimento sustentável. Além disso, em 2020, 589 candidatos de 87 países participaram da premiação, e primeira a acontecer virtualmente, por conta da pandemia de Covid-19. De acordo com o pesquisador o material já foi patenteado; entre os próximos passos, estão os testes clínicos com animais de grande porte e humanos.

Dessa forma, a pesquisa teve desenvolvimento da Unicamp em colaboração com o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano/CNPEM); bem como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); a Universidade de Lyon, na França; e a Universidade de Aalto, na Finlândia. O estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo European Research Council Fellowship, European Union’s Horizon 2020 research and innovation (BioElCell).

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