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Diário do Comércio (MG) online

Minas Gerais terá mais um INCT Novo instituto mineiro receberá R$ 4 milhões, sendo metade advinda da Fapemig e a outra do CNPq

Publicado em 06 março 2009

Por Alisson J. Silva

Propostas aprovadas receberão financiamento por até 5 anos, disse Borges 

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou a criação de 22 novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), dentre eles, mais um com sede em Minas Gerais. Os INCTs são foco de um programa do CNPq, que, com o apoio de parceiros, tem o objetivo de incentivar a pesquisa, a formação de recursos humanos e a transferência de tecnologia, agindo de forma estratégica no sistema nacional de C&T. Para isso, eles congregam universidades e centros de pesquisas em atividades voltadas para áreas específicas do conhecimento. Com a aprovação dos novos institutos, serão agora 123, espalhados por todo o país, com o total de R$ 581 milhões em recursos.

Além dos 12 INCTs aprovados na primeira avaliação, Minas terá o INCT de Energia Elétrica, com sede na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), coordenado pelo vice-reitor da instituição, José Luiz Rezende Pereira. O novo instituto mineiro receberá R$ 4 milhões, sendo metade advinda da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a outra do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do CNPq. Com o montante, a Fapemig investirá, ao todo, R$ 36 milhões no programa, o que representa o segundo maior aporte estadual de recursos. Outros R$ 36 milhões serão destinados ao Estado pelo CNPq.

Além da Fapemig, participam da iniciativa a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Ministério da Saúde, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e as Fundações de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), do Amazonas (Fapeam), do Pará (Fapespa), do Rio de Janeiro (Faperj) e de Santa Catarina (Fapesc).

Em 28 de janeiro, durante reunião do Comitê de Coordenação dos INCTs, foi comunicado o interesse das Fundações de Amparo à Pesquisa do Piauí (Fapepi) e do Rio Grande do Norte (Fapern) em também participarem do Programa. A Petrobras, por sua vez, anunciou que a empresa contribuirá com R$ 21 milhões para projetos na área de energia.

Selecionados - Em 2008, o CNPq lançou o edital que selecionou os 101 primeiros institutos. Os 22 recém-aprovados foram selecionados após a análise dos pedidos de recursos. Segundo o secretário adjunto de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Evaldo Vilela, que representa a Fapemig no Comitê de Coordenação dos INCTs, o número de contemplados cresceu devido à quantidade de boas propostas. De acordo com o secretário-adjunto, inicia-se agora a fase de ajustes entre os orçamentos e as necessidades de cada INCT.

Além do INCT de Energia Elétrica em Minas Gerais, os outros 12 institutos temáticos são: café, medicina molecular, nanomateriais de carbono, nano-biofarmacêutica, combate à dengue, planta-praga, desenvolvimento de vacinas, pecuária, ciência animal, engenharia, web e biodiversidade.

Os projetos vêm de universidades, como a Federal de Minas Gerias (UFMG), a Federal de Uberlândia (UFU) e a Federal de Viçosa (UFV), além de centros de pesquisa como o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). "São institutos em áreas estratégicas e é muito importante para Minas Gerais que eles cumpram seu papel. A Fapemig e o CNPq farão o monitoramento desses grupos no Estado", diz Vilela.

As propostas aprovadas receberão financiamento por até cinco anos e os recursos para os três primeiros já estão garantidos. "A proposta dos institutos prevê um programa de longo prazo para o qual serão destinados recursos expressivos para serem investidos no ciclo completo de desenvolvimento científico. Ou seja, as propostas abrangem desde a pesquisa básica até a apresentação de resultados passíveis de proteção intelectual. Isso implica em benefícios diversos para a área de ciência e tecnologia, como o aspecto da continuidade dos investimentos em médio prazo", destaca o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges.