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Revista Brasileira de Risco e Seguro

Mil brasileiros ao ano amputam órgão genital por causa de câncer

Publicado em 31 maio 2007

As neoplasias ou tumores são a segunda maior causa de morte entre os homens, perdendo apenas para as doenças do aparelho circulatório. O tema está sendo debatido nesta quinta-feira no Terceiro Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem, promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família.
Um dos temas abordados é o câncer de pênis. Estudo divulgado nesta semana pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) estima que três mil homens tenham a doença no Brasil. O estado de São Paulo, com a maior população do País, é o que concentra o maior índice de casos. Em seguida vêm Ceará, Maranhão e Rio de Janeiro.
O coordenador do estudo e diretor da SBU, Aguinaldo Nardi, explica que a doença está relacionada à falta de informação, à má higiene da área genital, ao tabagismo e à falta de cuidado médico. "A cada ano, mil homens brasileiros perdem o seu pênis, ou seja, têm um câncer de pênis já em estado avançado e necessitam da amputação do órgão. Alguns deles perdem também as pernas, por causa de metástases, de a doença avançar para os linfonodos inguinais e acabar acometendo os vasos que vão até a perna", informou.
A higiene adequada pode evitar o câncer de pênis. A Sociedade Brasileira de Urologia inicia amanhã uma campanha de esclarecimento à população. Porém, para que o homem passe a cuidar mais de sua saúde, a procurar um médico e a fazer exames preventivos é preciso romper barreiras culturais, como ressaltou a representante do Ministério da Saúde Neidil Espínola da Costa. "Trata-se de fazer mudanças de comportamento. Tradicionalmente o homem não busca os serviços médicos, não tem hábito de prevenção, chega mais adoecido ao serviço e morre mais precocemente."
Para o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), a conscientização deve começar pelas autoridades públicas, que precisam investir em campanhas de prevenção e de educação para que se possa reduzir a incidência de doenças mais graves que acometem os homens.
Fonte: Agência Fapesp