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Metodologia Científica para a área da Saúde

Publicado em 08 abril 2015

O avanço do conhecimento na área da saúde trouxe benefícios notórios para toda a humanidade. A população vive mais e de forma mais saudável, à medida que aprende a ter um estilo de vida melhor. As doenças infectocontagiosas diminuíram, as cardiovasculares têm melhor prognóstico e a vacinação previne muitas enfermidades.

“Mas ainda há muito por pesquisar. A AIDS não têm cura, o mal de Alzheimer traz grande sofrimento para o paciente e a família, doenças que afetam a mobilidade tornam as pessoas dependentes. Precisamos de maior avanço no conhecimento, com mais pesquisas para prevenção e cura que produzam dados epidemiológicos sobre as doenças”, ressalta Sônia Vieira, autora, com William Saad Hossne, de ‘Metodologia Científica para a área da Saúde’ (2ª edição), lançamento da Editora Elsevier.

Sônia e William são, respectivamente, professora e coordenador no Programa de Pós Graduação (Bioética) do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo. Entre muitas outras contribuições à ciência brasileira, William fundou a Sociedade Brasileira de Bioética, foi diretor científico da FAPESP e presidente da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde. Sônia foi membro da Comissão e é autora de diversas publicações na área.

‘Metodologia Científica para a área da Saúde’ é uma bibliografia ainda rara no Brasil e tem o propósito de compartilhar e disseminar conhecimentos nesse campo. “Para saber o que acontece com determinado paciente, é preciso conhecer situações análogas às dele. Em outras palavras, a metodologia deve trazer elementos para a compreensão do fenômeno em geral, e do indivíduo, em particular”, observam os autores.

Os métodos descritos no livro são explicados de maneira didática e com diagramas para complementar a apresentação dos diferentes tipos de estudos clínicos. É dada especial atenção á ética na pesquisa e à forma de fazer os protocolos necessários. A transdisciplinaridade é outro assunto que ganha ênfase, pois exige interlocutores da medicina, da bioética e da estatística.

Ao longo de toda a obra, há referências e citações das regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), além de fazer menções às disposições da Agência de Alimentos e Drogas (Food and Drug Administration – FDA) dos Estados Unidos.

A exposição dos vários métodos de pesquisa em seres humanos também é seguida por exemplos obtidos em periódicos internacionais de ponta, como The New England Journal of MedicineBritish Medical Journal (BMJ), The Journal of the American Medical Association (JAMA) e The Lancet, o que facilita a fixação de conceitos e dá maior sentido ao que foi aprendido.

“Não há paradoxo real no fato de a metodologia estatística, que tem seus primórdios ligados às ciências físicas e naturais, ser aplicada às ciências da saúde. Importante é aprender a aplicar essa metodologia e saber respeitar a dignidade do ser humano, ou seja, valorizar o projeto de pesquisa em seus aspectos essenciais, que incluem o delineamento estatístico correto e o comportamento ético”, frisam.

Leia trechos do livro: bit.ly/1DN4K0h