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Jundiaí Online

Método elimina fármaco poluidor de cursos d’água

Publicado em 02 outubro 2013

O químico Caio Alexandre Augusto Rodrigues da Silva eliminou, em ensaios de laboratório, um antibiótico veterinário que já foi detectado em águas de esgoto, rios e lagos. O pesquisador da Unicamp conseguiu ainda que o método fosse capaz não só de eliminar tal composto, mas também a sua ação biológica.

Antibióticos e fármacos presentes na natureza são classificados como “contaminantes emergentes”. A tentativa de extinguir estes poluentes por meio de reações químicas pode levar à formação de outros poluentes com atividade biológica de toxicidade igual ou superior ao do composto original.

É o primeiro relato na literatura científica que dá conta da remoção completa da flumequina, um fármaco antimicrobiano utilizado na atividade agropecuária para o tratamento e prevenção de doenças em rebanhos. Os métodos convencionais de tratamento de água e esgoto são ineficazes para remover por completo a substância e “desativar” a atividade biológica do fármaco.

Mesmo as águas mais “limpas” de rios e lagos podem estar contaminadas com o medicamento. A flumequina pode ser lançada no ambiente por meio de processos de manufatura, disposição irregular ou mesmo excreção metabólica, quando acontece a sua eliminação pelo organismo do animal.

O estudo sobre a degradação deste fármaco integrou tese de doutorado defendida junto à Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp. O docente José Roberto Guimarães orientou a pesquisa, que obteve financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).