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Pauta Social

Metódo alternativo restaura cobertura florestal em áreas degradadas

Publicado em 04 janeiro 2011

Uma pesquisa realizada pelo biólogo Ingo Isernhagen, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, aplicou semeadura direta de espécies árboreas nativas em Áreas de Preservação Permanente (APP). O método obteve eficiente cobertura florestal de áreas degradadas e com custo menor na comparação com a utilização do plantio de mudas.

Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a pesquisa foi desenvolvida em duas áreas experimentais localizadas em duas APPs na Usina São João (USJ), em Araras (interior de São Paulo). Entre 2006 e 2007, pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF), coordenado pelo professor Ricardo Rodrigues, realizaram o Programa de Adequação Ambiental da USJ. "Naquela época foram realizados os primeiros contatos com os administradores, especialmente do Programa Margem Verde, que já executava plantios de árvores na usina, sobre o interesse em utilizar áreas com passivo ambiental para implantação de experimentos de restauração florestal pelo LERF", relata Ingo.

O estudo partiu da observação da necessidade de criar métodos alternativos ou complementares para o plantio de mudas de espécies arbóreas nativas para restauração florestal de áreas degradadas. "O trabalho teve como objetivo geral avaliar a eficiência técnica e econômica da semeadura direta das para a colonização inicial de áreas agrícolas abandonadas, com baixa capacidade de auto", explica o biólogo.