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Diário da Manhã (GO) online

Mestres ? educar para a liberdade e para a cidadania

Publicado em 16 outubro 2014

Por Pedro Wilson Guimarães
  1. Vamos lutar e educar na família, na escola e universidade contemporânea com liberdade, inteligência, compromisso, responsabilidade social, comunitária. E assim ser ponto passado. E futuro com atualização, evolução, constante, contínua, crescente e ascendente para o bem e bom saber e para a paz da humanidade de todas latitudes. E longitudes de todos mares, rios, riachos, congos, ebolas, córregos e regos de águas para a vida geral. Escola, educação, com professores sujeitos da história dada com autorias, autonomias e relação sempre mediadora e colaborativa entre o mestre (a) e os alunos (as). Educação, escola, universidade onde o processo de descoberta, conhecimento e as utopias sejam realizados com mediações reflexivas e prospectivas levando em conta histórias, culturas, artes, ofícios com práticas e entrejudas esportivas, lúdicas, sociais, ambientais.
  2. Escola, educação deve ser o centro e mediação. Lugares dialógicos, de comparações e reflexões, na direção do bem comum. Bem de todos e todas pessoas, animais, naturezas. Escolas, universidades com práticas e teorias pedagógicas que ajudem todos a aprender e ensinar mais e melhor os caminhos para a juventude brasileira. Escola e educação cada vez mais integral de modo material. E cultural e espitirual para uma formação específica e geral dos nossos estudantes e mesmo professores (as) e servidores da educação brasileira. Escolas e universidades com usos, difusões e inclusões de variadas tecnologias apropriadas para a construção de uma sociedade cada vez mais moderna, livre e libertadora. Escola e universidade por uma educação que realize uma gestão aberta, dialógica, crítica, democrática. E participativa, transparente, inclusiva, competente, comunitária, interdisciplinar, digital, solidária, com metodologias complementares e substantivas humanizadoras, sem fronteiras.

Escolas e universidades e educação que sejam para todos adultos, jovens, adolescentes e, principalmente, para nossas crianças/infâncias, sempre presente e futuro do planeta.

Escola universidade e educação para o mundo todo, para o trabalho, para a ciência e a cultura e a cooperação. E para a tolerância e para a construção de uma sociedade de paz e bem para homens e mulheres. Viva os mestres do passado e do presente e os que incentivados por melhores acessos realizaram a profissão de professores (as) trabalhadores na educação nacional. Incentivar a formação de professores e melhorias significativas das e nas condições materiais e culturais da escola/universidade. E mais promoções salariais. Formação contínua, livre organização e valorização da carreira docente nacional de todos níveis. Busca de gestões alternadas, protagonistas e qualificadas das escolas dos educandos e educadores para sempre uma “nova escola/universidade nova”. Conhecimentos para qualificar a vida cada vez, mais quantificada no planeta, para tentar alçar voos siderais sem ainda terem resolvidos problemas da vida aqui e agora?

Todo dia é dia do (as) professor (as) mestres da razão e emoção. Escola, universidade, educação e ciência meios e fins para o desenvolvimento individual (trabalho, sabedoria, habilidade, sociabilidade, conhecimento a serviço da vida). E coletivo a serviço da sociedade (cooperação, criatividade, descoberta, invenção, empreendimento, projeto, programa de construção social, econômica e ambiental, sustentável para hoje e para amanhã para gerações futuras. A escola, universidade deve ser instrumento individual (cada indivíduo precisa de atenção para a sua formação, personalidade, DNA, interesse, ambição, desejo, realização no tempo e no espaço datado), e também coletivo (cada indivíduo somente sobrevive com o outro, com os outros. Seja na família, grupo, comunidade, campo e cidade, associação, grêmio, sindicato, igreja, clube, partido, ONG, instituto) onde tem lugar para realizar seus desejos, interesses, satisfações, aspirações para crescer de modo quantitativo e qualitativo. Mais e melhor socializado e diferenciado? A escola, universidade pode e deve dar assim mais chances. E oportunidades que a educação, a ciência, o conhecimento e os seus projetos individuais e coletivos alcancem possibilidades reais numa e noutra sociedade. Muitas pesquisas, ensinos, extensões, estágios, invenções, descobertas, laboratórios saem dos centros educacionais e científicos dedicados. E que reúnem sabedoria, experiência, conhecimento, tecnologia, oportunidade para perguntar e responder dúvidas, curiosidades, mistérios que começam por três questões historicamente colocadas sobre a humanidade e seu destino. Como sua origem e a sua própria realidade – de onde viemos, o que somos e para onde iremos? A fé muitas vezes ajudou avançar o conhecimento e respostas a estas e outras questões. Por outro lado também é verdade que as crenças em muitos lugares atrapalharam a ciência e a produção de conhecimentos a cerca da humanidade e de seu planeta e o universo sideral. E a própria ciência quando muito ligada ao Estado e a ideologia política e religiosa? E agora mais a grupos privados que estiveram e estão subtraindo conhecimentos que devem ser sempre para os interesses das coletividades, geram na verdade segredos, domínios de químicas. E de genéticas que controlam, por exemplo a produção de fármacos, sementes, insumos, agrotóxicos, DNA e que já interferem profundamente na qualidade da vida? Transgênicos? Empresas nada mãos santas, cargilizadas e singetécnicas servem a quem? O que dizer daqui a dez, 50, 100 anos de história de agricultura para a humanidade? Quem guarda os segredos das naturezas, DNA’s, dos arrozes, milhos, feijões batatas, tomates, abacaxis, levedos, laranjas, figos, trigos, uvas, alhos, cebolas, legumes, verduras, frutas, especiarias? E as fiscalizações de suas produções, produtividades, transformações, renovações, melhorias genéticas nas plantas e nos animais abafadores de nossas fomes? E dos desejos, satisfações alimentares? O papel da escola, universidade, educação, ciência, conhecimento é melhorar a vida humana e natural. E deve estar aí para destrinchar, estender estes novos conhecimentos e colocá-los a serviço da vida humana e da natureza e da segurança social alimentar tão falada por Betinho, Bizé Jaime, Malheiros, Altair, Lula, Dilma, Galaziano. E o bispo Mauro Morelli de Nova Iguaçu? Fizeram e fazem ainda hoje denúncias para estas belas descobertas e seus usos e comodities estreitamente controladas por multinacionais brincando de Deus? E as devastações de matas, covais, nascentes, santuários de plantas originárias que estão sendo destruídas?E quando e se precisarmos de fontes originais, fontes da vida humana, animal e vegetal e elas estarem, estiverem arrestadas como faremos para reinventá-las? E o papel da pesquisa teórica e aplicada: Embrapas, laboratórios, Fiocruz, CTA, Finep, Capes, Fapesp (Engapas onde?) e as universidades e institutos? Educação e ciência para a vida. Esperamos muito da PUC, UFG, UEG, IFGoiás/goiano, UniEvangélica, Anhanguera, Universo, Unip. E todas as escolas, CMEI’s, liceus, ateneus, faculdades do bom ensino, pesquisa, extensão, estágios, graduações e pós-graduações com formação a serviço da vida.

Teremos banco de dados de sementes, DNA’s, sangues, medulas, plasmas, seivas originárias? Com certos avanços positivos e negativos poderemos ter robôs, engenhos, inteligências artificiais, implantes, reimplantes, recriações de organismos humanos, animais, vegetais, minerais? É como a água que já está faltando em muitas partes do mundo e até em São Paulo? Será que toda arte e toda ciência macroscópica e microscópica está a serviço da vida no planeta, na lua, no sol, na galáxia, e no universo de Deus, dará? Escola, universidade, educação, ciência, conhecimentos todos a serviço da vida geral? Ou não?

Temos um mundo conhecido e desconhecido ainda no século XXI de milênios e milênios. E será que vamos conhecer mais e melhor? E as crenças, ciências, artes, conhecimentos, tecnologias estão aliadas para melhorar a vida. Dar mais e melhores confortos para a humanidade na densa jornada de nossa história material, cultural, ambiental e espiritual? Somos herdeiros da história? Faremos herdeiros no planeta? E no universo depois que nossos ideais deixarem robôs, aliens, desertos, museus nas planícies e cidades sitiadas? Repetindo para todos nós, professores, pesquisadores e estudantes de que a morte não é problema e sim a vida digna de ser vivida.

(Pedro Wilson Guimarães, presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia/2013 – Amma, presidente da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente – Anamma 2013/2015, secretário do Ministério do Meio Ambiente 2012/2013, prefeito e vereador de Goiânia, deputado federal de 1993-2011 PT/GO, professor da UFG e da PUC-GOIÁS, militante dos Movimentos de Direitos Humanos, Fé e Política, Educação, Cerrados. E-mail: pedrowilsonguimaraes@yahoo.com.br)