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Mês Azul: campanha de prevenção ao diabetes reúne cerca de 100 pessoas em Minas Gerais

Publicado em 22 novembro 2012

Por Flávia Rios

O Ministério da Saúde e diversas instituições representativas dos três setores da sociedade - público, privado e sociedade civil - tem se engajado na conscientização da população sobre as principais doenças que afetam a vida dos brasileiros. Se o mês de outubro ficou conhecido como o mês rosa, em comemoração a luta contra o câncer de mama, o mês de novembro ganhou um colorido especial e foi tomado pela cor azul, que simboliza o combate e a prevenção do diabetes, e marca uma série de ações de orientação realizadas pelo país.

O distúrbio traiçoeiro, proporcionado pela deficiência de insulina no organismo, dificulta a transformação de glicose em energia e atinge cerca de 500 novas pessoas a cada dia. Percebendo a evolução da doença e a falta de esclarecimento sobre seus efeitos, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 2007, o Dia Mundial do Diabetes, como uma forma de alertar a população sobre seus sintomas e os cuidados pós-diagnóstico. Na última terça-feira, dia 20, o Hospital Belo Horizonte realizou um mini-curso sobre a enfermidade, em que as pessoas afetadas de alguma maneira pela doença puderam conhecer melhor este mal silencioso.

 Com cinco horas de duração, o workshop sobre Diabetes, ministrado pelo endocrinologista do HBH Dr. Celso Melo, esclareceu as principais dúvidas da sociedade sobre o assunto e comprovou que a melhor prevenção para doença é a informação. "O evento abordou os pontos centrais da doença repercutindo, principalmente, as formas de tratamento existentes e os avanços científicos nesta área", garante o médico. Responsável pela clínica de endocrinologia do hospital, Dr. Melo destaca o trabalho realizado nos últimos anos, que tem sido apontado como referência no apoio ao paciente diagnosticado e sua família. "Desde os anos 80, a endocrinologia do HBH atende os pacientes diabéticos, mas percebendo as necessidades especiais deste público, criamos, em 1998, o Centro de Atenção Diabética, que oferece a estrutura completa para o diagnóstico e o tratamento da doença", afirma o especialista.

Entre o rol das doenças crônicas, o diagnóstico é o primeiro passo para a criação de uma rotina saudável, que minimizará os efeitos do distúrbio. "Entre os pacientes diagnosticados no hospital, cerca de 70% são adultos, que desenvolveram o tipo 2 da diabetes. Por isso, é importante a realização de exames periódicos, que mensurem os índices de glicemia, principalmente, após os 40 anos", explica Dr. Melo, que destaca a importância do diagnóstico para o controle da enfermidade. O tratamento da doença deve ser adequado as necessidades de cada tipo existente. Crianças e adolescentes tendem a desenvolver o tipo I e precisam injetar, diariamente, a insulina para suprir as necessidades do organismo, que deixou de produzir este hormônio. Já as pessoas diagnosticadas com o tipo II, não necessariamente dependem da aplicação de insulina e podem controlar os índices de glicemia por meio de medicamentos ministrados oralmente e de uma dieta alimentar balanceada. "O seguimento das orientações clínicas e a prática de atividades físicas permitem que o paciente conviva com a diabetes sem ter que se privar completamente de suas preferências alimentares", orienta o endocrinologista.

Segundo dados do último levantamento do Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis - Vigitel, o diabetes atinge atualmente mais de 346 milhões de pessoas no mundo. Até 2025, a previsão é de que esse número chegue a 380 milhões. No Brasil, 12 milhões de pessoas desenvolveram diabetes, mas muitas delas se quer tem conhecimento disso. "A diabetes, diferente de outras doenças, não apresenta sintomas agressivos. Boca seca, vontade excessiva de ir ao banheiro, fome exagerada, emagrecimento e machucados que demoram a cicatrizar, parecem características  inofensivas, mas são alguns alardes da enfermidade", garante o médico. Fatores genéticos, sedentarismo e maus hábitos alimentares contribuem para o surgimento da doença, que sem tratamento pode causar complicações, como o coma hiperosmolar, doenças cardiovasculares, cegueira e insuficiência renal.

Pesquisas com células tronco trazem uma nova esperança

Um dos assuntos apresentados no Workshop foi a recente pesquisa, desenvolvida pelo reumatologista Julio César Voltarelli, que aponta a utilização de células-tronco no tratamento da diabetes tipo 1. O estudo desenvolvido no Centro de Terapia Celular (CTC), um dos centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amparo à Pesquisa o Estado de São Paulo (Fapesp), na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP), percorreu o mundo e chamou a atenção de pesquisadores internacionais para a possibilidade de eliminar ou, ao menos, diminuir as doses de insulina em diabéticos com estas características.

Sobre o Hospital Belo Horizonte

O Hospital Belo Horizonte (HBH)  é um hospital geral particular, que conta com mais de 600 profissionais em seu corpo clínico e oferece diversas especialidades médicas. Entre os mais tradicionais da capital mineira, o centro de saúde possui a infraestrutura necessária para uma assistência médica de excelência e a promoção do bem-estar do paciente e de seus familiares. 

Completo e com know how de 50 anos, o HBH tem investido, constantemente, em novas tecnologias de diagnóstico e no desenvolvimento de estudos na área médico-hospitalar, com o objetivo de aprimorar cada dia mais a qualidade de seus serviços. Sua gestão autossustentável colocou o hospital entre os três do Estado com licenciamento ambiental aprovado e seus programas de amparo e orientação à comunidade endossam o seu compromisso com a responsabilidade social.

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Flávia Rios

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