Notícia

O Imparcial (Presidente Prudente, SP)

Mercosul preservará o Aqüífero Guarani

Publicado em 17 setembro 2003

Agência FAPESP - Com 1,2 milhão de quilômetros quadrados de área, o que representa 39% do território do Mercosul, o Aqüífero Guarani é um dos maiores reservatórios de água doce do mundo. Os cientistas estimam que tenha 45 trilhões de metros cúbicos, com uma recarga anual de 166 quilômetros cúbicos. Para preservar esta riqueza, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai resolveram se unir. Foi apresentado ontem, em Ribeirão Preto, o Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Aqüífero Guarani. Previsto para durar até 2007, as ações do cronograma de atividades devem consumir US$ 26 milhões. A maior parte das verbas virá de agências internacionais. Os quatro países do Mercosul também vão participar com contrapartidas menores. O Fundo para o Meio Ambiente, por intermédio do Banco Mundial, será o maior investidor isolado, com US$ 13,4 milhões. Essas cifras estão relacionadas apenas com a fase de execução dos projetos de preservação ambiental. O projeto sobre o Aqüífero Guarani está estruturado em sete componentes. Vários aspectos estão englobados nas diretrizes. O conhecimento científico sobre a reserva subterrânea é um dos campos que terá que ser expandido, se o programa der os frutos esperados pelos seus organizadores. Fomentar a participação pública dos atores interessados na questão ambiental é outra meta que será perseguida. Um dos componentes, relativo à mitigação de danos, vai trabalhar em quatro áreas consideradas críticas, que deverão receber mais atenção. A primeira delas está localizada entre as cidades de Concórdia (Argentina) e Salto (Uruguai). A segunda da lista compreende os municípios de Rivera (Uruguai) e Santana do Livramento (RS). A fronteira do lado paraguaio, próximo à cidade de Foz de Iguaçu, também é outra região crítica, identificada na fase de preparação do programa. No Brasil, e por isso o motivo da escolha do local da apresentação do projeto em território nacional, a região de Ribeirão Preto, devido à grande densidade demográfica, é uma outra área que pode poluir as águas do aqüífero, antes mesmo que elas sejam utilizadas. A estimativa é que 15 milhões de pessoas vivam na área de interferência do aqüífero. Os participantes esperam, ao final do programa, que será coordenado por instituições governamentais em cada um dos países, obter diversos avanços técnicos, científicos, institucionais, legais e sociais. Além da apresentação do programa, está sendo realizado um seminário sobre o tema em Ribeirão.