Notícia

Agência Senado

Mercadante: opção por nomes técnicos

Publicado em 07 janeiro 2011

Por Eliane Oliveira


BRASÍLIA. O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, escolheu o coordenador da Rede Clima e ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre para assumir a Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia. Além de Nobre, Mercadante já definiu outros dois nomes técnicos para assumir postos estratégicos na pasta.


O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp, assumirá a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB) no lugar de Carlos Ganem, que esteve à frente do programa espacial nos últimos quatro anos. Para a Secretaria de Política de Informática o escolhido foi o professor Virgílio Almeida, do Centro de Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e que terá como principal tarefa a integração das redes informatizadas do governo e dos principais centros de desenvolvimento da inovação tecnológica. Virgílio entra no lugar de Augusto César Gadelha Vieira.


Carlos Nobre é considerado um dos maiores especialistas mundiais sobre mudanças climáticas. Ele integra o Comitê Científico do International Geosphere-Biosphere Programme (IGBP) e coordena o Programa Fapesp de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais. Nobre também preside o conselho diretor do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. O engenheiro assume no lugar de Luiz Antonio Barreto de Castro.


Já Raupp assume a AEB com a tarefa de fazer um profundo diagnóstico sobre o desenvolvimento do projeto Cyclone 4, que visa a criação de um centro de lançamento de satélites em Alcântara (MA), em parceria com a Ucrânia, para fins comerciais. O cronograma do programa, gerenciado pela binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), está atrasado em pelo menos dois anos. Por hora, o comando da ACS não sofrerá alterações.


Raupp também terá como missão analisar a viabilidade do atual projeto brasileiro para a concepção de um Veículo Lançador de Satélites (VLS), em desenvolvimento há 20 anos e que ainda não conseguiu alcançar o espaço. Um novo modelo de foguete, delineado pela Aeronáutica, pode servir de alternativa aos VLS-1. Mercadante ainda não definiu o futuro do atual projeto, mas garantiu que o Brasil continuará perseguindo a construção de seu próprio foguete.

Fonte: O Globo