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Gestão C&T

Menos de 15% das empresas paulistas conhecem os instrumentos existentes para financiar a inovação

Publicado em 27 agosto 2007

Por Tatiana Fiuza

A média de conhecimento das empresas paulistas sobre os instrumentos existentes para financiar a inovação é de 14%. O índice é apresentado pela Sondagem Fiesp — Necessidade de Inovação na Indústria Paulista 2007. A pesquisa, que está sendo divulgada esta semana, foi elaborada pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Decomtec-Fiesp).

Os dados mostram que as microempresas são as que menos conhecem os instrumentos para financiamento de inovação, uma média de 9%. Quanto maior o tamanho da empresa, maior o percentual de conhecimento. As pequenas ficam com 13%, as médias com 20% e as grandes com 23%. 

As empresas paulistas apontam a linha Inovação-Produção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como o instrumento mais conhecido. Do total de empresas entrevistadas, 49% apontaram conhecer o programa.  Já as linhas de subvenção econômica desenvolvidas pela Finep são conhecidas por apenas 12% das empresas paulistas.

As empresas de São Paulo apontam o BNDES como a primeira instituição de fomento à inovação - 97% disseram ter conhecimento da existência do banco. O segundo da lista é o Sebrae com 93%. Outras 47% empresas conhecem a Finep e 45% a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Também foi analisado pela sondagem se as empresas conhecem os prestadores de serviços tecnológicos. A maior parte das empresas, 95%, apontou o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) como o mais conhecido. Em segundo lugar, aparece o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), instituição associada à ABIPTI. Já o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), também associado à ABIPTI, é conhecido por 88% das empresas paulistas como prestador de serviços tecnológicos.

A principal área para os investimentos em PD&I são as inovações em produtos ou em processos. Mais de 20% dos empresários paulistas disseram que os investimentos feitos nessas áreas sofreram influência de agentes externos.

Os dados da Fiesp mostram ainda que a aquisição de máquinas e equipamentos ainda é considerada o principal fator para a inovação tecnológica. Das empresas entrevistadas, 50% apontaram como obstáculo para inovar o alto custo dos equipamentos. Outras 46% alegaram escassez de recursos próprios e 38% disseram ter dificuldade para adquirir financiamento público. A falta de estrutura interna para PD&I foi apontada por apenas 8% das empresas paulistas como um obstáculo para a inovação.

Pesquisa

A sondagem realizada pela Fiesp foi feita no último mês de maio. Participaram da pesquisa 230 empresas de São Paulo. O objetivo do Decomtec é apresentar as grandes tendências da dinâmica de inovação industrial paulista, tanto em termos do processo em si quanto do ambiente e dos condicionantes em que as empresas se deparam quando realizam atividades inovadoras.

Mais informações sobre a sondagem podem ser obtidas pelo e-mail cdecomtec@fiesp.org.br.