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Menino que come ultraprocessados tem maior risco de se tornar adulto obeso

Publicado em 10 julho 2021

Há qualquer tempo, a comunidade científica alerta a população sobre os riscos à saúde associados ao consumo de refrigerantes, biscoitos, balas e todo e qualquer resultado esculento fundamentado quase que unicamente em ingredientes industriais, os chamados ‘ultraprocessados’.

Pela primeira vez, um estudo desenvolvido por pesquisadores do Nupens (Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde) da USP (Universidade de São Paulo), em parceria com o Imperial College London, no Reino Uno, avaliou o consumo de ultraprocessados em longo prazo, da puerícia até o início da vida adulta, o e seu efeito nos indicadores de obesidade. Na pesquisa, 9.025 crianças britânicas de 7 anos foram estudadas até completarem 24 anos de idade. Os resultados mostraram que os indivíduos que consumiam mais ultraprocessados na puerícia tinham piores padrões de obesidade.

A pesquisa inédita aponta que, quanto maior a participação dos ultraprocessados na dieta de crianças, maior e pior é o lucro de peso, e denuncia o papel definitivo desses produtos na puerícia para a formação de preferências e hábitos alimentares. A pesquisa teve o esteio da Instalação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O cláusula, publicado na revista médica Jama Network, no dia 14 de junho, destaca a urgência de ações de saúde pública para regulamentação da publicidade e marketing na venda de ultraprocessados e da valia de instruir a população quanto aos seus riscos à saúde, para combater a crescente obesidade no mundo.

“Hoje, está evidente que o consumo de ultraprocessados é o principal fator de piora da qualidade da sustento, mas, até logo não havia um estudo porquê esse, que permite estimar a relação entre padrões alimentares baseados nesses produtos e obesidade desde a puerícia Daniela Neri, nutricionista, pesquisadora de pós-doutorado do Nupens e coautora do estudo

O grupo de 9.025 crianças nascidas na dezena de 1990, da cidade de Bristol, na Inglaterra, passou a ser estudado em 1991. Elas foram avaliadas por medidas antropométricas, porquê índice de tamanho corporal (IMC), índice de tamanho gorda (IMG), peso e periferia da cintura, coletadas dos 7 aos 24 anos de idade, no pausa de três anos por avaliação. Essas medidas possibilitaram estimar a evolução do propagação e da elaboração corporal, muito porquê o desenvolvimento de obesidade da puerícia até o início da vida adulta.

Para averiguar o consumo nutrir aos 7, 10 e 13 anos de idade, os participantes registravam em diários tudo o que consumiam em um período de 24 horas durante três dias não consecutivos, incluindo vitualhas e bebidas, quantidade consumida e sítio da repasto.

Os dados foram categorizados segundo a classificação NOVA, que descreve os vitualhas, não mais pelo teor de nutrientes, mas por quatro agrupamentos que avaliam o proporção de processamento industrial. De pacto com a pesquisadora Daniela Neri, que foi uma das responsáveis por essa estudo, a classificação divide os vitualhas com base na extensão e no propósito do processamento industrial em que os vitualhas foram submetidos antes da obtenção das famílias dos indivíduos.

No primeiro grupo estão os vitualhas in natureza ou minimamente processados, que incluem músculos, leite, ovos, grãos e uma gama de vitualhas de origem bicho ou vegetal que, antes de chegar em nossas mesas, podem ter sido embalados, resfriados e/ou congelados, mas não sofreram soma de ingredientes, nem alterações significantes.

O segundo grupo é de ingredientes culinários, que são azeites, óleos, sal e outros produtos extraídos do grupo anterior para temperar e tornar os vitualhas atrativos ao paladar. Já o grupo três abrange os vitualhas processados, porquê conservas de legumes ou de pescado e frutas em caldas.

A grande diferença está no quarto grupo, dos ultraprocessados, que caracterizam vitualhas que, na veras, zero ou quase zero têm de vitualhas de verdade, porquê os sucos em pó – que nunca foram frutas. É porquê aquilo que entendemos por “comida de astronauta”, mas que, segundo a pesquisadora, são uma mistura de gorduras não saudáveis, fécula, açúcar e sal, acrescidas de corantes, aromatizantes, emulsificantes, espessantes e outros aditivos, que dão figura de comida e não estão restritos aos homens e mulheres no espaço há muito tempo. “Hoje são embaladas de uma maneira muito simpático e promovidas por estratégias de marketing muito sofisticadas e superapelativas, principalmente para crianças, o que pode explicar o consumo exagerado”, completa.

Além de ser um bom instrumento para estudos epidemiológicos sobre consumo nutrir atrelado à saúde, a NOVA é reconhecida internacionalmente porquê uma utensílio válida para embasar políticas e ações em nutrição e saúde pública, e foi adotada pelo Guia Cevar da População Brasileira, em 2014.

Ao final da pesquisa, os participantes, agora no início da vida adulta aos 24 anos de idade, foram avaliados. Os dados dividiam os 9 milénio indivíduos em 5 grupos, de menor para maior consumo de ultraprocessados (em percentual do totalidade de gramas de vitualhas consumidos), e os resultados mostraram que os adultos que consumiam mais ultraprocessados na puerícia pesavam 4 kg a mais, tinham níveis de Índice de Tamanho Corporal (IMC) e de percentual de gordura corporal superiores e três centímetros a mais de periferia da cintura, comparado aos que consumiam menos vitualhas ultraprocessados .

Trajetória de propagação de pacto com o consumo de ultraprocessados dos 7 aos 24 anos. Em azul, o grupo que menos consome ultraprocessados; em laranja, os que mais consomem

As crianças que mais consumiam ultraprocessados não unicamente ganhavam mais peso, mas apresentavam pior lucro de peso, com maiores danos à saúde. Essa relação, chamada de “efeito dose-resposta”, pode ser exemplificada com o tabagismo e cancro de pulmão.

“Quanto mais a pessoa fuma, maior o risco dela desenvolver o cancro de pulmão”, explica Daniela. Com o lactação materno, porém na redução do risco de obesidade: “Quanto mais tempo a garoto seio, menor o risco de dela desenvolver obesidade na vida adulta”.

Daniela destaca que a proporção desses “vitualhas” na dieta das crianças britânicas é muito subida: constituem mais de 60% das calorias da dieta, número que revela uma taxa sumoso e preocupante. De pacto com a pesquisadora, há uma clara substituição de vitualhas in natureza ou minimamente processados por ultraprocessados. As preparações culinárias baseadas em vitualhas frescos deveriam ser base de uma sustento saudável e fundamentais para promover propagação adequado da garoto. Para ela, um dos principais responsáveis por essa substituição é a publicidade destinada às crianças que, ao seu ver, deve ser melhor regulamentada.

Na puerícia, a formação de hábitos alimentares tem efeito perpétuo ao longo da trajetória de um quidam e, por isso, a preferência das crianças por produtos que não são vitualhas de verdade preocupa os cientistas. Além do ordinário valor nutritivo, com maior quantidade de calorias e gorduras não saudáveis e menor porção de fibras, vitaminas e minerais, os mecanismos por trás das “comidas de astronauta” promovem redução da saciedade, além de consumo em excesso e sem atenção. O tempo de mastigação de uma salsicha, por exemplo, é muito menor do que o de um pedaço de músculos, que possui melhor valor nutricional, exemplifica a pesquisadora

“Esses produtos são desenhados para serem consumidos rapidamente, podem levar ao vício, perda de controle e escravização do paladar, e, quando consumidos no período de formação do paladar, o efeito é prejudicial a longo prazo”, completa Daniela.

O que está por trás da sustento infantil baseada em comidas ultra processadas?

Daniela Neri aponta que, essa problemática não é de contexto individual, e sim de uma questão coletiva, na qual todas as crianças podem estar expostas e que exige atuação do governo em nível de saúde pública: “Os guias alimentares precisam deixar muito evidente os malefícios da sustento baseada em ultraprocessados, porquê o Brasil fez no guia da população brasileira e no das crianças menores de dois anos. A Sucursal Pátrio de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em outubro de 2020, um protótipo para a rotulagem frontal de vitualhas processados e ultraprocessados no Brasil, que adota um selo de recado quanto a vitualhas com excesso de sal, açúcar e gorduras saturadas. “Mas é também importante que o País avance em políticas e ações para desincentivar o consumo de vitualhas ultraprocessados, porquê a taxação desses produtos e restrição do marketing”, completa.