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MENEGHINI RECEBE PRÊMIO NA USP

Publicado em 03 dezembro 1999

Rogério Meneghini ganhou o Prêmio Rheinboldt-Hauptmann 99, em Bioquímica, e, ao receber a distinção, em 17/11, no Anfiteatro de Convenções e Congressos Camargo Guarnieri, no campus da USP, proferiu conferência sobre "biologia molecular estrutural". Meneghini dirige o Centro de Biologia Molecular Estrutural, em implantação no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas. Antes, ele trabalhou como professor e pesquisador no Depto. de Bioquímica do instituto de Química da USP. O Prêmio Rheinboldt-Hauptmann reconhece a excelência de trabalho científico nas áreas de química e bioquímica. Foi criado em 87 pelo Instituto de Química da USP e, desde 95, tem o patrocínio da Empresa Rhodia. O nome do prêmio é uma homenagem a Heinrich Rheinboldt e Heinrich Hauptmann, professores alemães, que fundaram o Depto. de Química da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, e tiveram papel importante na nucleação do atual Instituto de Química. 'CIÊNCIA HOJE NA ESCOLA': NOVIDADES Serão lançados em dezembro mais dois volumes da Ciência Hoje na Escola, série paradidática para uso em sala de aula. O volume Tempo e Espaço, o 7º da série, enfatiza o caráter social e histórico dessas noções. Ele reúne artigos de historiadores, antropólogos, arqueólogos, geógrafos, matemáticos e físicos de diferentes centros brasileiros de pesquisa. Junto vem o Caderno do Professor, com idéias de uso dos artigos em atividades integradas especial para estudantes de 5S a 8* séries. Matemática - Por Quê e Para Que é o 8º volume da série. Seus textos também foram produzidos por professores e pesquisadores brasileiros. Ele procura propiciar aos alunos dos 3º e 4º ciclos do ensino fundamental a oportunidade de pensar sobre a historicidade dos conceitos matemáticos, sobre a lógica e a linguagem próprias aos conhecimentos matemáticos, além de estimular que os próprios estudantes elaborem questões de matemática. Seu Caderno do Professor sugere a montagem de uma Olimpíada de Matemática diferente, na escola. Volumes já publicados pela coleção Ciência Hoje na Escola: 1. Céu e Terra; 2. Bichos; 3. Corpo Humano e Saúde; 4. Meio Ambiente - Águas; 5. Ver e Ouvir; 6. Química no Dia-a-Dia. Pedidos pelo fone 0800 264846. FUNDO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DO ENSINO SUPERIOR, PROPÕE A UFRJ A UFRJ apresenta anteprojeto de lei sobre financiamento das Universidades federais, procurando superar o impasse entre o MEC e as Universidades na debate da proposta de autonomia. Nessa proposta, três eram as questões colocadas: financiamento; mudança do regime jurídico de trabalho dos servidores dessas instituições; e introdução de novo instrumento de gestão "contrato de desenvolvimento institucional". Na questão vital do financiamento, o que o MEC propunha era fixar como base para o repasse de recursos - que passariam a ser alocados sob a forma de "subvenção econômica" - o montante efetivamente transferido em 97, sem que nenhum critério de atualização desse valor fosse estabelecido. Na visão das Universidades, isso implicaria um risco muito grande, pois, mesmo com as atuais taxas de inflação, a perda orçamentária das Universidades federais, em termos reais, seria muito grande. Ademais, daquele montante seriam descontados 7%, que ficariam à disposição do MEC para aplicação "em programas de expansão e melhoria das Universidades federais". A proposta alternativa apresentada pela Andifes, por sua vez, deseja ver destinados às Universidades 75% dos 18% alocados à Educação. Tal proposta, embora preserve a participação do ensino superior público no orçamento fiscal da União, pode suscitar grande resistência política, por também congelar (em termos relativos) a participação do ensino fundamental naquele orçamento e pelo automatismo do mecanismo que propõe, já que tais recursos seriam distribuídos independentemente da verificação da eficácia do sistema no cumprimento da missão social que lhe é atribuída. A UFRJ considera que as três questões levantadas pela proposta do MEC devem ser tratadas separadamente - certamente nenhuma delas projetos de lei que visem regulamentar o artigo 207 da Constituição, que atribui autonomia às Universidades; tal artigo é auto-aplicável, sendo portanto desnecessária sua regulamentação. As Universidades precisam é de Lei Orgânica que trate dos assuntos próprios ao funcionamento e à estruturação das instituições de ensino superior, entre eles o das carreiras docente e técnico-administrativa e dos modelos de gestão. A UFRJ acha que a necessidade mais urgente é de um projeto específico sobre financiamento. Por isso, ela propõe: 1. Que se destine ao conjunto das Universidades federais um montante de recursos provenientes do orçamento da União, para seu custeio e investimento básicos, tomando por base o orçamento de 97, mas com correção anual a taxa de 5%. 2. Que os recursos sejam distribuídos às Universidades federais, sob a forma de dotação global, e entre elas partilhados segundo critérios que levem em conta suas dimensões (físicas e humanas) e a qualidade e a produtividade de suas atividades. 3. Que se crie um Fundo de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior (Fades), com receitas formadas por dotações do Tesouro Nacional (17% do incremento anual da arrecadação líquida dos impostos federais); tais recursos seriam destinados exclusivamente à criação de novas Universidades federais (se for o caso) e à expansão, melhoria e desenvolvimento das atualmente existentes. 4. Que o critério de acesso a esses recursos não seja automático, mas se dê através do julgamento de projetos e programas, apresentados pelas Universidades federais, segundo critérios que considerem a qualidade do projeto, o desempenho acadêmico das entidades proponentes e a pertinência dos projetos às prioridades do país no campo da ciência, tecnologia e cultura. 5. Que o Fades seja administrado por Conselho amplamente representativo, com representantes do governo federal, do Congresso nacional, das Universidades federais, das Sociedades Científicas (através da Academia de Ciências e SBPC), dos docentes, dos estudantes e dos servidores técnico-administrativos das Universidades federais. Com esse anteprojeto, a UFRJ visa à criação de um mecanismo que atenda ao interesse das Universidades federais, garantindo-lhes recursos anuais crescentes; do MEC, que passaria a dispor de um fundo significativo, para implementar políticas de desenvolvimento do ensino superior; da sociedade, pela maior transparência no processo de alocação de recursos ao ensino superior, criando condições para que se avance em direção a um sistema universitário moderno, socialmente eficaz e de qualidade. PRÊMIO CIDADE DO RJ DE C&T DE 99 Otto Gottlieb e Waldimir Pirró y Longo são os ganhadores do Prêmio Cidade do RJ de C&T de 99, que foi entregue, em 22/ 11, pelo prefeito Luiz Paulo Conde, em ato no Palácio da Cidade, em presença dos representantes da Rede Ibero-Americana de C&T (Cyted). Otto Gottlieb já foi indicado para receber o Prêmio Nobel de Química. Formado em química industrial, hoje ele desenvolve pesquisas na Fiocruz. Seus trabalhos proporcionaram uma base para estudos biogeográficos e permitiram melhor compreensão de como a biodiversidade é gerada. Waldimir Pirró y Longo, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), tem se destacado, sobretudo, como especialista em metalurgia, defensor da tecnologia nacional, e autor de novas idéias para o sistema de ensino da C&T. Ele também prestou serviços importantes na Faperj, Finep, Flutec e CNPq. Professor do Instituto Militar de Engenharia, coordenou seus programas de pós-graduação. O Prêmio Cidade do RJ de C&T - criado pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e C&T, e organizado pela Rede de Tecnologia do RJ - busca incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico da cidade e reconhecer pessoas que efetivamente contribuíram para o desenvolvimento da humanidade com trabalhos realizados em Universidades, Centros de Pesquisa ou outras instituições sediados na cidade. Prestigiaram a entrega do prêmio os representantes dos 21 países-membros da Rede Ibero-Americana de C&T (Cyted), que realizam sua reunião anual no Rio. MAST: VÍDEO SOBRE SANTOS DUMONT O vídeo focaliza a vida e a obra do inventor brasileiro Santos Dumont, uma das figuras mais importantes da história da aviação em todo o mundo. Produzido pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), traz fotos e filmes da época. O argumento, roteiro e direção são de Henrique Lins de Barros, diretor do Mast, que também fez a música e parte da locução. Com edição e imagens de Durval Costa Reis e Rubem Djelberian, o vídeo mostra o esforço de Santos Dumont, da conquista da dirigibilidade dos balões até as soluções aerodinâmicas para elevar-se e manter-se no ar o famoso 14-Bis. Pedidos pelo fone (021) 580-7010, r. 205, ou pelo e-mail .