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Universia Brasil

Melhorias e novos equipamentos vão beneficiar pesquisadores de todo o país

Publicado em 12 março 2010

Pesquisadores de todo o país que utilizam o sistema do Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Cenapad) de São Paulo, sediado na Unicamp, vão contar com uma capacidade computacional até 20 vezes maior a partir do segundo semestre deste ano. "É um projeto de 1,35 milhão de dólares, financiado pela Fapesp, visando melhorias na infraestrutura e aquisição de um equipamento com desempenho teórico mínimo de 20 teraflops, contra 1.5 teraflop de capacidade atual", afirma Edison Zacarias da Silva, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) e coordenador do Cenapad-SP.

A medida de 1 Tflop equivale a um trilhão de operações por segundo. A computação de alto desempenho vem permeando quase todas as áreas da ciência no enfrentamento de desafios como a hidrodinâmica aplicada, projetos de aviões, modelagem global do ambiente, simulações de ecossistemas, previsões meteorológicas, processamento de imagens médicas digitais, biologia molecular, projetos de novas moléculas e medicamentos, otimização de processos em larga escala e nanociência.

Criado em 1994, o Cenapad-SP funciona no âmbito da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da Unicamp e está aberto a todas as instituições brasileiras, possuindo pesquisadores associados do Amapá ao Rio Grande do Sul. É um dos oito centros que compõem o denominado Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad), implantado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O sistema cooperativo, concebido com o propósito de elevar a competitividade científica do país, foi geograficamente distribuído para assegurar uma cobertura nacional. No período de 1998 a 2004, o Cenapad-SP viabilizou farta produção com 325 trabalhos publicados em revistas internacionais; participação em 272 congressos no Brasil e em 143 no exterior; e a defesa de 51 teses de mestrado e 50 de doutorado. Estudos foram destacados na capa da conceituada Physical Review Letters em duas ocasiões e também pela revista Pesquisa Fapesp.

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Unicamp