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Planeta Universitário

Melhor tese em geografia

Publicado em 25 outubro 2011



A pesquisa “Vulnerabilidades socioambientais de rios urbanos. Bacia hidrográfica do rio Maranguapinho – região metropolitana de Fortaleza, Ceará”, realizada por Lutiane Queiroz de Almeida, durante seu doutorado, com bolsa da FAPESP, no Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, recebeu o prêmio de “Melhor Tese de 2010” da região Sudeste da Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia (Anpege).A premiação foi entregue durante o 9º Encontro da Anpege, que ocorreu de 8 a 12 de outubro na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia.

O objetivo da pesquisa de Almeida foi analisar os riscos e as vulnerabilidades socioambientais de rios urbanos no Brasil, tendo a bacia hidrográfica do rio Maranguapinho, localizada na região metropolitana de Fortaleza, como área de estudo de caso para compreensão das inter-relações das vulnerabilidades sociais e exposição aos riscos naturais, principalmente os riscos de inundações.

A metodologia utilizada pelo pesquisador empregou técnicas estatísticas, sobreposição cartográfica e trabalhos de campo para produzir um índice de vulnerabilidade socioambiental da área estudada.

Uma das principais conclusões do estudo é que há fortes coincidências entre os espaços suscetíveis a processos naturais perigosos, como as inundações, e os espaços da cidade que apresentam os piores indicadores sociais, econômicos e de acesso a serviços e infraestrutura urbana.

De acordo com Almeida, o estudo pode subsidiar a realização de novas pesquisas sobre o tema e o direcionamento de investimentos prioritários nos espaços identificados como de maior vulnerabilidade socioambiental. Além disso, o Índice de Vulnerabilidade Socioambiental (IVSA), resultado da pesquisa, pode ser utilizado de forma complementar a outros tipos de de indicadores socioambientais para auxiliar a análise mais detalhada dos problemas das metrópoles brasileiras.

“No Brasil, normalmente, o poder público só atua quando ocorre um desastre natural, tentando remediar as perdas. É preciso que se passe a atuar na gestão de riscos, que envolve questões como a prevenção e previsão de fenômenos naturais”, disse Almeida à Agência FAPESP.

Atualmente, o pesquisador é professor-adjunto do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde se dedica a um projeto nesta mesma linha de pesquisa.

No projeto, os pesquisadores pretendem utilizar uma metodologia semelhante a utilizada na pesquisa de doutorado de Almeida para avaliar as vulnerabilidades sociais e de risco natural na cidade de Natal.

Agência FAPESP