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Meio Ambiente: Mapa de áreas prioritárias para biodiversidade será lançado em 2007

Publicado em 22 novembro 2006

Cerca de 120 dos principais pesquisadores do Estado de São Paulo, entre representantes de universidades, órgãos de pesquisas e ONGs, além dos especialistas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente — SMA, apresentaram na última semana propostas preliminares para a elaboração do "Mapa de Áreas Prioritárias para a Conservação e Restauração da Biodiversidade no Estado de São Paulo", que deverá ser lançado oficialmente em junho de 2007.
Esse foi um dos resultados do "Workshop de Áreas Continentais Prioritárias para Conservação e Restauração da Biodiversidade no Estado de São Paulo", realizado no Hotel San Raphael, na capital, entre os dias 16 e 18 últimos. O evento, aberto pelo secretário estadual do Meio Ambiente, professor José Goldemberg, foi promovido pela Fundação Florestal, instituição vinculada à SMA, e contou com as parcerias do Instituto Florestal, da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Programa FAPESP/Biota), e das ONGs Conservação Internacional e Centro de Referência em Informação Ambiental. As propostas apresentadas ao final do encontro darão subsídios, com a base científica necessária, à SMA na implementação das políticas públicas em torno do assunto, afirmou Maria Cecília Wey de Brito, diretora-executiva da Fundação Florestal.
Durante os dois primeiros dias do workshop, os pesquisadores se dividiram em sete grupos temáticos: "mamíferos", "aves", "herpetofauna", "peixes", "invertebrados", "criptógamas" e "fanerógamas", além do grupo de apoio de meio físico e ecologia de paisagem, cujo objetivo foi embasar a construção do mapa indicativos das áreas prioritárias, tendo como base o banco de dados do FAPESP/Biota.
Conforme Carlos Alfredo Joly, professor do Departamento de Botânica da Universidade Estadual de Campinas, com a realização desse workshop, o programa FAPESP/Biota cumpre o seu principal objetivo, que é sistematizar e organizar a coleta de dados biológicos para o aperfeiçoamento das políticas públicas de conservação. Ele explicou que, na primeira fase do programa, foram identificadas lacunas no conjunto de dados disponíveis no Sistema de Informações Ambientais — SinBiota. "A partir daí, os coordenadores de cada grupo buscaram fontes de dados complementares com qualidade técnica reconhecida", complementou.
"A idéia é fornecer um instrumento para que o poder público possa se basear e tomar decisões com critérios objetivos, baseados nos dados biológicos", reforçou Ricardo Rodrigues, coordenador do FAPESP/Biota e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz — ESALQ. "O que fizemos foi disponibilizar um grande banco de dados científicos, desde dados da ocorrência e distribuição de espécies dos vários grupos de organismos, até dados do meio físico, e juntar as maiores autoridades nesses temas no Estado, para analisá-los e utilizá-los na indicação de áreas prioritárias para a conservação e restauração no Estado de São Paulo", afirmou.
De acordo com a diretora-executiva da Fundação Florestal, desde 2000 o Estado de São Paulo tem oportunidade de receber recursos de quem faz licenciamento ambiental: "Esses recursos poderão ser utilizados para melhorar as unidades de conservação existentes ou para criar novas unidades. O mapa indicativo a ser construído, a partir das propostas do workshop, dará alicerce científico para criação de novas unidades de conservação".