São Paulo - O Instituto de Química da Universidade de Campinas (Unicamp) e o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor) criaram um novo adesivo cirúrgico para suturas médicas. A tecnologia foi patenteada e representa uma inovação para a indústria farmacêutica.
A inovação promete reduzir os processos inflamatórios e infecciosos pós-cirúrgicos por meio de moléculas doadoras de óxido nítrico. Essas moléculas são agregadas ao adesivo através de um processo físico-químico.
Elas inibem a proliferação celular, que pode causar a oclusão de arte'rias e veias depois da cirurgia. O óxido nítrico tem propriedade bactericida.
Marcelo Ganzarolli, da Unicamp, diz que o adesivo também será útil em cicatrizações da pele, implantes e lesões de doenças como a leishmaniose.
As aplicações práticas estão previstas para o início de 2005 nas dependências do Incor. A tecnologia já está disponível para ser empregada pela indústria.
O projeto levou quase um ano para ser concluído. Neste período, ele contou com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Natália Suzuki
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