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Rádio Progresso de Ijuí

Medicamento contra câncer acelera recuperação de casos graves de covid (106 notícias)

Publicado em 15 de junho de 2020

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) veem possibilidades de fortalecer a luta contra o novo coronavírus por meio de um medicamento feito para estimular o sistema imune no combate ao câncer. O fármaco está em fase de testes clínicos.

Segundo informações da Agência Fapesp, testes com cinco pacientes mostraram respostas positivas do medicamento contra o coronavírus. Os pacientes enfrentavam tumores na bexiga e chegaram a estado grave de covid-19. A associação do imunoterápico com antibióticos e corticoides amenizou a resposta inflamatória desregulada no pulmão e diminuiu o tempo médio de internação, de 18 para 10 dias, sem precisar de intubação.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) veem possibilidades de fortalecer a luta contra o novo coronavírus por meio de um medicamento feito para estimular o sistema imune no combate ao câncer. O fármaco está em fase de testes clínicos.

Segundo informações da Agência Fapesp, testes com cinco pacientes mostraram respostas positivas do medicamento contra o coronavírus. Os pacientes enfrentavam tumores na bexiga e chegaram a estado grave de covid-19. A associação do imunoterápico com antibióticos e corticoides amenizou a resposta inflamatória desregulada no pulmão e diminuiu o tempo médio de internação, de 18 para 10 dias, sem precisar de intubação.

O paciente resistiu à intubação por ser tabagista e portador de doenças crônicas e temer não sair vivo da ventilação mecânica. Após conversas com a família, a equipe médica decidiu fazer apenas a suplementação de oxigênio por cateter intranasal e administrar o imunoterápico associado aos antibióticos e corticoides do protocolo padrão do hospital, conforma conta o pesquisador Wagner José Fávaro, professor da Unicamp e coordenador do estudo. Passadas 72 horas de internação, os marcadores inflamatórios no sangue tinham diminuído significativamente, e alguns sintomas haviam sido reduzidos ou mesmo sumiram. No 10º dia ele teve alta, segundo o pesquisador.

Resultados semelhantes foram observados em outros quatro pacientes, todos com mais de 65 anos e portadores de câncer de bexiga e de outras doenças crônicas. O imunoterápico foi batizado como “OncoTherad”, desenvolvido há cerca de 13 anos para estimular o sistema imune contra infecções e tumores. Hoje, os estudiosos testam sua eficácia contra o câncer de bexiga avançado e, mais recentemente, contra a covid-19.

Se os novos estudos confirmarem o potencial do imunoterápico contra os casos graves de coronavírus, os custos com a internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) podem diminuir. Segundo a Fapesp, isso ocorreria em função da redução da necessidade de ventilação mecânica, o que ampliaria o número de pacientes graves que podem ter sucesso no tratamento.

Fonte: Agência FAPESP