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Marilena Chauí defende mudanças na Universidades

Publicado em 07 agosto 2003

'O modelo de Universidade hoje é excludente, precisamos de reforma', afirmou a historiadora e filósofa, Marilena Chauí, no primeiro debate do seminário 'Universidade: por que e como reformar?' O evento é promovido pela secretaria de Educação Superior do MEC. Marilena ressaltou que o modelo brasileiro de Universidade vai contra o que diz a Constituição. A educação, segundo ela, deixou de ser um direito do cidadão para se tornar um serviço privado ou privatizado. O tema Sociedade, Universidade e Estado: autonomia, dependência e compromisso social também foi debatido por outros intelectuais como o professor de filosofia da USP, José Arthur Giannotti, o ex-ministro da Educação e membro da Academia Brasileira de Letras, Eduardo Portella, o reitor da Universidade Cândido Mendes, o professor Cândido Mendes, e o professor da Unicamp, Carlos Vogt. Todos concordaram com a reforma da Universidade brasileira quando expuseram seus pontos de vista. Para Marilena, alguns tópicos como a democratização de um fundo público; a melhor formação docente; a autonomia da Universidade; as condições de trabalho para o estudante e comunidade acadêmica; convênios entre Universidades; concursos públicos; revalorização da pesquisa; e parceria com movimentos sociais são fundamentais para tentar modificar esse quadro, mas o que considera essencial é a articulação do ensino superior com a Educação Básica. 'O acesso à Universidade só estará assegurado se os outros níveis de ensino estiverem sintonizados', enfatizou. (Irla Maia, da Assessoria de Comunicação do MEC) JC e-mail