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FCT - Faculdade de Ciências e Tecnologia (Blog)

Mariana – Patrimônio e Projeto – 3 anos foi assunto de discussão na FCT/Unesp

Publicado em 19 novembro 2018

Por Assessoria de Comunicação e Imprensa - FCT UNESP

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp – Câmpus de Presidente Prudente – promoveu no dia 12 de Novembro no Atelier Arquitetura/Disc.I importante debate para avaliação dos danos causados com o rompimento da barragem de rejeitos da SAMARCO (Vale + BHP Billiton). A tragédia ocorrida no dia 05 de Novembro de 2015 – que agora completou três anos – foi considerada como o maior desastre socioambiental, e envolveu rejeitos de mineração da história mundial dos últimos 100 anos.

O Seminário “Locais de Memória – Mariana – 3 anos”, promovido pelo Grupo de Pesquisa: Projeto – Arquitetura e Cidade – Núcleo Patrimônio e Projeto, contou com a participação de Carolina Sato Pereira e Gustavo Piscitelli. Competiu ao casal o envolvimento na discussão com os Docentes do curso de Arquitetura e Urbanismo: Prof.Dr.Antonio Cezar Leal, Prof.Dr.Hélio Hirao e Profª.Drª.Paula Vermeersch. O Grupo de Pesquisa “Projeto, Arquitetura e Cidade” está vinculado à linha Projeto e Tecnologia do Edifício e da Cidade, do Departamento de Planejamento, Urbanismo e Ambiente, da FCT/Unesp.

A Organização do evento é do Grupo de Pesquisa “Projeto, Arquitetura e Cidade-Núcleo de Estudos em Patrimônio e Projeto. O núcleo de Estudos a que nos referimos, originou-se com o intuito de promover pesquisas sobre o Patrimônio Urbano e Arquitetônico das pequenas e médias cidades do interior paulista. Atualmente realiza investigações, desde as técnicas de identificação e de inventário do patrimônio, até as análises, reflexões e concepção de intervenções projetuais na cidade contemporânea.

Os participantes da mesa

Carolina Sato Pereira: Graduanda do quinto ano do curso de Arquitetura e Urbanismo pela FCT/Unesp. Foi bolsista no projeto de extensão “Memória étnica em comunidade indígena: Cultura, identidade e história”. Atualmente, participa do projeto de pesquisa “Poder local e assentamentos: expressões de conflito, acomodação e resistência”. Trabalhou como estagiária da Cáritas – Regional de Minas Gerais, atuando como assessora técnica no processo de cadastramentos das atingidas e atingidos pela Barragem de Fundão.

Gustavo Piscitelli: estudante do último ano do curso de Arquitetura e Urbanismo nesta instituição, foi integrante do Núcleo de Estudos em Habitação e Cidades; gerente e diretor de recursos humanos na Empresa Júnior de Arquitetura e Urbanismo “Opera Krios” e membro ativo do Centro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo “CACAU” da FCT/UNESP por dois anos. Em 2017, junto à Carolina, estagiou na Cáritas.

Prof. Dr. Hélio Hirao: Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1981), Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição (1990) e Doutor em Geografia Urbana pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP (2008). É professor Assistente Doutor do Departamento de Planejamento, Urbanismo e Ambiente. Desenvolve projetos de pesquisa na área do Patrimônio Urbano e Arquitetônico e Projetos de Intervenção. Coordena o Grupo de Pesquisa Projeto, Arquitetura e Cidade.

Profª. Drª. Paula Ferreira Vermeersch: Se doutorou em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, (2007), é mestre em História da Arte e da Cultura desde 2002, mestre em Sociologia (2001) e bacharel e licenciada em Sociologia e Antropologia (1998) pela Unicamp. Fez um pós-doutoramento em História da Arte, no departamento de História, IFCH-Unicamp, entre 2009 e 2013, e foi bolsista pós-doc da FAPESP. Em 2013 tornou-se docente de História da Arte e da Arquitetura no departamento de Geografia da FCT-Unesp.. Foi pesquisadora da Comissão da Verdade da Unesp, em 2014, e desde 2016 participa como membro titular da Comissão da Verdade da Adunesp. É coordenadora do grupo de pesquisa Domus.

Prof. Dr. Antonio Cezar Leal: Possui graduação em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1989), mestrado em Geociências e Meio Ambiente pela UNESP (1995), especialização em Ensino de Geociências (1996) e doutorado em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas (2000). Tem experiência na área de Geografia, atuando principalmente nos seguintes temas: gerenciamento de recursos hídricos, gerenciamento de resíduos sólidos urbanos, planejamento ambiental de bacias hidrográficas, educação ambiental e ensino de Geografia. É Professor do Departamento de Geografia. Foi Vice-Coordenador do Programa de Pós-graduação em Geografia de 2014 a 2017, onde é Professor no mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e regulação de Recursos Hídricos; Foi representante da UNESP no Conselho Estadual do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, de 2006 a 2010. Coordena o Grupo de Pesquisa em Gestão Ambiental e Dinâmica Socioespacial (GADIS).

O maior desastre socioambiental

O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco provocou uma das maiores tragédias que se tem notícia até hoje no País. Como já acentuamos: foi o maior desastre socioambiental com rejeitos de mineração da história brasileira e mundial dos últimos anos. A lama destruiu distritos localizados na zona rural do município de Mariana no Estado de Minas Gerais. Deixou milhares de moradores da região sem água e sem trabalho. Matou, não apenas 19 pessoas. Mas também o Rio Doce, com graves consequências para o meio ambiente de um modo geral.

O Prof.Dr.Hélio Hirao acentua que o trabalho realizado por Carolina Sato Pereira e Gustavo Piscitelli em seus estágios, permitiu proximidade com as pessoas, tornando possível enxergar alguns pontos relevantes sobre o ocorrido. A catástrofe repercutiu – e embora com omissão das grandes mídias – não chegou ao conhecimento de outras áreas científicas. Especialmente sobre a cartografia social aplicada a desastres socioambientais, algo que pouco é comentado dentro do curso de Arquitetura e Urbanismo.

Assim, pretende-se com este evento colocar em foco o ocorrido em Mariana/MG para que não seja esquecido, permitindo ainda que a práxis desenvolvida pelos estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp – Câmpus de Presidente Prudente/SP – possa servir de subsídio à discussão acerca do tema.

Estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da FCT/Unesp participaram da discussão neste evento. Juntamente com seus Professores,para avaliar o que resultou da tragédia de Mariana, que deixou milhares de moradores sem água e sem trabalho.

O desastre ecológico que provocou graves conseqüências para o meio socioambiental, teve seu levantamento concluído três anos depois pelos nossos estudantes que lá estiveram e estagiaram na “Cáritas”: Carolina Sato Pereira e Gustavo Piscitelli.

No Atelier Arquitetura do Discente I da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp/Presidente Prudente, o assunto foi amplamente debatido, com a participação dos Professores do curso de Arquitetura e Urbanismo.

O assunto ganhou projeção e repercussão no meio universitário – embora não tenha despertado o interesse da grande mídia – preocupada com outros temas de menor importância e de interesse para a comunidade rural ou urbana.

No esquema de trabalho dos pesquisadores da FCT/Unesp foi muito importante o acompanhamento pelos Professores do curso de Arquitetura e Urbanismo, aqui representado pelos Profs.Drs.: Antonio Cezar Leal, Helio Hirao e Paula Vermeersch.

Os três docentes que ao lado dos estagiários tomaram parte neste evento significativo, merecem agradecimentos e reconhecimento por sua atuação destacada nesse episódio marcante da história brasileira.

Na tela, o histórico do Cadastramento: 2016 – 2017 e 2018. Cadastro dividido em eixos e conduzido pela Cáritas, com apoio do Ministério Público Federal, Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais e Movimento dos Atingidos por Barragem/MAB.