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TV TEM (São José do Rio Preto, SP)

Máquina reduz perdas e agiliza colheita de tomate

Publicado em 02 janeiro 2007

A colheita do tomate de mesa ganha aliado em 2007. No segundo semestre do ano estará no mercado a Unimac (Unidade Móvel de Auxílio à Colheita).
O maquinário foi desenvolvido por pesquisadores e alunos da Unicamp (Universidade de Campinas), com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
O pesquisador-colaborador Marcos David Ferreira explica que a motivação para a criação da máquina é a perda pós-colheita, ainda muito acentuada na cultura do tomate.
"O manuseio intensivo acarreta perda de 30% do fruto no pós-colheita. Com o equipamento, queremos diminuir para 5% a 10%."
O tempo de redução para que o tomate chegue ao mercado é estimado em 70%.
Maquinários de auxílio mecânico para colheita de frutas e hortaliças são praticamente inexistentes no Brasil. A Unimac é, na verdade, uma das poucas unidades no mundo voltada à colheita de tomate de mesa. "Fui à Austrália, mas a máquina deles apenas recebe o tomate, não processa", diz.
A Unimac entra em teste de campo em maio, quando começa a safra do tomate na região de Mogi Guaçu.
O prazo para adaptações é de dois meses e o Centro de Tecnologia e Automação, de Limeira, vai produzir para atender o mercado. O preço de venda ficará entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.

Brasil é importante produtor
O tomateiro é a segunda mais hortaliça cultivada no mundo, sendo que em quantidade produzida é superada apenas pela batata.
A produção mundial de tomate em 2005 foi de cerca de 125 milhões de toneladas. O Brasil ficou em nono lugar, com a produção de 3,3 milhões de toneladas.
São Paulo foi o segundo maior produtor de tomates, com cerca de 700 mil toneladas, das quais 60% foram destinados para o consumo in natura.
O tomate para a indústria tem cultivo rasteiro, com colheita única, feita de forma mecanizada. Já o de mesa é cultivado em estacas (estaqueado) e são feitas múltiplas colheitas.

Capacidade é de duas toneladas por hora
A Unimac consiste em uma plataforma móvel de seis metros de largura por 3,60 metros de altura.
O equipemaneto movimenta-se no campo realizando as operações de colheita, beneficiamento, classificação e embalagem.
"O produto fica pronto para ser vendido", diz o pesquisador Marcos Ferreira.
A capacidade do equipamento é estimada em duas toneladas/hora de trabalho.
Ela não vai tomar o lugar do colhedor no campo. São necessários 11 homens nas operações. "Para ser viável economicamente, a Unimac terá dez linhas", diz.
O projeto levou quatro anos para ser desenvolvido pela Unicamp.