Notícia

Gazeta de Limeira

Mapeamento vai indicar unidades de conservação

Publicado em 27 novembro 2006

O mapeamento, em fase de elaboração, só deve ficar pronto em 2007, mas segundo a Gazeta apurou, cidade possui diversas área com características de serem unidades de conservação.

A informação é do professor Ricardo .Rodrigues, da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", ligada à USP e atual coordenador do programa Biota/Fapesp. Ele organizou na semana passada o primeiro workshop do mapeamento, em parceria com a Fundação Florestal, Instituto Florestal, Conservação Internacional e o Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria). O encontro reuniu cerca de 130 pesquisadores de todo o estado, que esboçaram o primeiro cruzamento de informações para a elaboração do mapa.
De acordo com Rodrigues, Limeira tem forte chances de ter áreas incluída pelo fato de situar na bacia do Rio Piracicaba. A cidade tem potencial para ter unidades de conservação que devem ser protegidas disse. Além destas unidades, o mapeamento poderá indicar também as reservas legais, que indicam obrigatoriedade mínima de 20% da área conservada, e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), áreas de interesse de conservação cujos proprietários particulares ganham benefícios por mantê-la, como isenção do Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR).
O primeiro encontro reuniu especialistas em fauna, flora; fungos, bactérias e diversidade do meio físico, como água, solo e clima.
Eles estão completando o banco de dados do programa Biota e do cruzamento destas informações deverão resultar as áreas consideradas prioritárias para preservação. "A intenção é fornecer dados para que o Poder Público tome decisões objetivas". O mapeamento de verá ser apresentado em junho de 2007 para a secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo

Resultado
Segundo o coordenador, o novo mapeamento poderá indicar também as áreas onde são necessários planos de recuperação florestal. Ele, explica que, há cinco anos, um estudo realizado pelo programa Biota e encaminhado à A de Limeira indicou vários trechos do ribeirão Tatu com características para serem transformados em unidades de conservação, o que requereria uma atenção 'maior do Poder público. "Estamos em uma região com intensa atividade agrícola e industrial, o que nos faz ter áreas de degradação", reforçou.
O diretoria da secretaria do Meio Ambiente de Limeira, Dirceu Brasil Vieira, disse que Limeira só tende a ganhar com a indicação de unidades de conservação. Ele explicou que a secretaria trabalha com uma Área de Proteção e Recuperação de Mananciais (ARPM),.na região do Horto Florestal, extensa área que possui um déficit de 50 mil árvores. "E o nOs-' so foco hoje e se ganharmos mais áreas protegidas será mais pessoas trabalhando pelo meio ambiente da cidade", disse.