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Diário do Povo

MAPA DO PERIGO

Publicado em 29 novembro 2004

Por RENATA FREITAS - Agência Anhangüera
As situações de risco ambiental do distrito de Barão Geraldo estão sendo mapeadas por um grupo formado por moradores e pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto Agronômico (IAC) e da Prefeitura de Campinas, por meio da equipe do Centro de Saúde do distrito. O grupo, com cerca de 50 pessoas, participou no último sábado da Reunião Pública de Riscos Ambientais, realizada na Escola Estadual Barão Geraldo de Resende. Uma avaliação, ainda preliminar, identificou cerca de 30 pontos de situações de risco envolvendo a água, 20 envolvendo o ar e a poluição atmosférica, outros 20 referentes a resíduos sólidos e contaminações, cerca de 17 situações de risco envolvendo a agricultura, o solo e a mineração, 16 englobando a vegetação e os animais e em torno de 25 ocorrências de riscos socais no distrito. O geógrafo Salvador Carpi Júnior, pesquisador do Instituto de Geociências da Unicamp, informou que a equipe técnica irá avaliar os resultados da primeira reunião em um encontro, amanhã na Unicamp. Ele frisou que o reconhecimento dos riscos ambientais no distrito irá continuar no próximo sábado, durante a segunda reunião pública, que também acontecerá na EE Barão Geraldo de Resende, a partir das 8h30. A reunião pública está aberta a todos os moradores do distrito. O levantamento de riscos ambientais em Barão Geraldo integra o Projeto Anhumas, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que deverá ser concluído em abril de 2006 e irá mapear a situação ambiental e social ao longo de toda a bacia do rio Anhumas. Além do distrito de Barão Geraldo, situado no baixo curso da bacia, também serão analisadas as situações nos bairros localizados no médio e no alto curso do Anhumas. A avaliação dessas duas regiões será realizada no próximo ano, de acordo com a coordenadora do projeto, a bióloga Roseli Torres, pesquisadora do IAC. "A idéia é que os resultados da pesquisa possam servir para a elaboração de políticas públicas. E com as reuniões públicas, que contam com a participação das pessoas que vivem nas regiões ao longo da bacia, queremos fazer com que a comunidade ajude a fazer esse diagnóstico", ressaltou. Roseli disse que mais de 50% da bacia do rio Anhumas estão situados em áreas urbanas. A urbanização desordenada e a falta de preocupação com a preservação do meio ambiente geraram inúmeros problemas ao manancial. "Pretendemos reunir as comunidades dos vários trechos da bacia para propiciar um contato entre os moradores e ter uma noção mais ampla dos problemas ao longo de toda a bacia", afirmou Roseli.