Notícia

TV TEM (São José do Rio Preto, SP)

Manjericão sai da culinária e vira bom ingrediente para perfumes

Publicado em 27 fevereiro 2006

Planta criada por pesquisador do IAC fornece óleo com 40% de linalol, usado em cosméticos

O manjericão saiu da cozinha para entrar na composição de perfumes à base de linalol, óleo essencial extraído de suas folhas. É usado na produção do Chanel nº 5. O produto está em fase final de teste, mas amostras já foram enviadas a empresas do mundo todo. O óleo bruto custa entre U$ 30 e U$ 50 o quilo. Já o linalol de manjericão deve atingir U$ 80 o quilo.
Ele é produzido na Linax, de Votuporanga que obteve incentivo da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
A pesquisa com o manjericão começou em 1998, com o agrônomo Nilson Borlina Maia, do IAC (Instituto Agronômico), de Campinas. Ele estudou 18 plantas até chegar ao manjericão. Obteve um óleo natural viável econômica e ecologicamente. "Ele substitui o extraído do pau-rosa, a árvore amazônica principal fornecedora do linalol", diz Maia. A árvore leva 25 anos para ser cortada. Seu óleo tem 90% de linalol. O de manjericão tem 40%, mas começa a produzir em um ano.