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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Mais um grupo de estudantes paquistaneses chega ao Instituto de Química

Publicado em 24 março 2009

Por Isabel Gardenal

Abdul Majeed Khan, Abdur Rahim, Alangir Khan, Almas Taj Awan, Muhammed Abdul Haleem, Sabir Khan e Suryyia Manzoor saíram do Paquistão com muitas expectativas, levando 18 horas para chegar a Campinas. Eles formam o segundo grupo de estudantes paquistaneses do Instituto de Química (IQ) da Unicamp. Vieram com a finalidade de fazer doutorado. Chegaram aqui no dia 4 de março e se instalaram em uma Pousada de Barão Geraldo. Passarão quatro anos estudando na Universidade, contemplados pelo programa de colaboração entre CNPq e Third World Academy of Science (Twas).

Nesta terça-feira, eles tiveram um importante encontro com o diretor do IQ, o professor Ronaldo Pilli, e com a sua diretora-associada, professora Heloise de Oliveira Pastore, na sala de reuniões da Diretoria. A conversa foi bastante informal, sem porém deixar de tratar de assuntos elementares como a rotina de estudos no IQ, bem como de fornecer informações sobre a Unicamp no cenário da pesquisa e do ensino, além da busca do seu processo de internacionalização. “A Unicamp é jovem mas com forte vocação para a pesquisa e a inovação", explicou Ronaldo Pilli.

Uma das alunas visitantes, Almas Taj Awan, contou que o grupo decidiu vir para a Unicamp depois de ter tentado contato com várias instituições. "Pesou muito a opinião de outros paquistaneses que estão aqui. Disseram que o IQ é o que oferece os melhores equipamentos e infraestrutura. Além disso, vocês foram mais rápidos para enviar esclarecimentos", destacou. No Paquistão, a Química Orgânica é a área mais desenvolvida, com a Química Analítica realizando grandes progressos.

A primeira impressão do pós-graduando Abdur Rahim é que os brasileiros são pessoas muito receptivas e atenciosas. Outra realidade que surpreendeu muito o grupo é que, mesmo o Brasil sendo tão extenso, fale apenas a língua portuguesa. "O país tem superado todas as nossas expectativas até o momento", afirmou Suryyia Manzoor. No Paquistão, a língua oficial é o inglês, mas a população também fala o curdo.

Os estudantes apreciaram muito a culinária brasileira, mesmo diferindo muito da sua. Gostaram muito das frutas e relatam que, na rotina de estudos, almoçam no 'bandejão' e, eventualmente, acabam cozinhando para aproveitar a facilidade de obtenção dos ingredientes. O grupo estranhou um pouco as roupas que os brasileiros vestem e o trânsito, com o motorista dirigindo à esquerda, comentou Abdur Rahim. O Paquistão, oficialmente República Islâmica do Paquistão, fica ao sul da Ásia. É o sexto país do mundo em população.

Outros intercâmbios

O professor Ronaldo Pilli revelou ainda que o seu instituto tem procurado abrir as portas para outros intercâmbios internacionais. Além dos programas da Universidade (como o Santander de Bolsas, o Augm e o Paris Tech), o IQ tem um programa próprio para alunos de graduação, bolsistas de iniciação científica das agências Fapesp e CNPq. Este programa, apoiado pela National Science Foundation (NSF), oferece oportunidade de intercâmbio bilateral. "Estudantes de Química e de Farmácia têm realizado estágio em laboratórios de pesquisa em cerca de 15 universidades norte-americanas, por três meses."

Nos últimos 12 meses, foram enviados seis estudantes da Unicamp para os EUA e o IQ já recebeu dois norte-americanos e ainda deve receber outros seis no mês de maio, para permanecer aqui até agosto. Há inclusive na Fapesp uma chamada aberta, até esta quarta-feira (25 de março), para inscrição de estudantes que gostariam de participar deste intercâmbio. Mais informações no edital da Fapesp.