Notícia

Tribo Gamer

Maior acelerador de partículas do mundo usará chip feito no Brasil

Publicado em 28 março 2018

Maior acelerador de partículas do mundo usará chip feito no Brasil Home Notícias Tecnologia O Grande Colisor de Hádrons ( LHC, na sigla em inglês), maior acelerador de partículas do mundo, localizado na Suíça e responsável pela descoberta do Bóson de Higgs, a menor partícula de toda matéria, em 2013, usará um componente feito no Brasil.

O Sampa é um chip feito no Brasil que será utilizado num experimento de colisão de íons dentro do LHC, o chamado experimento "Alice". O uso do chip foi aprovado por um comitê de cientistas do mundo todo que gerenciam os projetos do LHC.

A aprovação veio após uma série de testes realizados no Brasil, Suécia, França, Rússia, Estados Unidos e Noruega. O chip é fruto de uma parceria entre cientistas da Universidade de São Paulo ( USP), vinculados ao Instituto de Física ( IF) e à Escola Politécnica ( Poli), além de pesquisadores da Unicamp.

O financiamento para a produção do Sampa veio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo ( Fapesp), mas está apenas no começo. Com a aprovação do chip no LHC, os cientistas brasileiros precisam agora produzir 88 mil unidades dele.

"O projeto é todo brasileiro, com a participação de um cientista norueguês em uma das partes. A propriedade intelectual do chip é nossa", explicou o professor Marcelo Gameiro Munhoz, líder do projeto no IF, em entrevista ao Jornal da USP.

O chip brasileiro conquistou o comitê do LHC especialmente por conta do seu tamanho. Ele concentra 32 canais em uma área aproximada de 0,82 cm². Além de menor do que o sistema de dois chips usado atualmente no LHC, o Sampa também é mais eficiente.

Nas câmaras em que o Sampa será utilizado dentro do LHC, os cientistas usam, atualmente, um sistema de dois chips, em que um é usado para receber sinais analógicos e o outro os converte em dados digitais. O chip brasileiro é capaz de fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

O LHC tem 27 km de circunferência e fica a 175 metros abaixo do solo na divisa entre Suíça e França. O acelerador serve para colidir partículas e permite que mais de 10 mil cientistas do mundo todo estudem o comportamento de partículas subatômicas.

A construção começou em 1998 e só ficou pronto em 2010, pelo custo aproximado de 7,5 bilhões de euros divididos por mais de 100 países. Em 2019, o LHC vai ser paralisado para reformas, quando o chip brasileiro será instalado do acelerador. Ele só volta a funcionar em 2021.

Fonte: Olhardigital