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Mackenzie

Mackenzistas pesquisam influência da amizade nas decisões econômicas

Publicado em 10 novembro 2011

Durante situações de decisão econômica, a amizade é uma das variáveis que modula nosso cérebro. Essa é uma das conclusões de pesquisa desenvolvida no Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e recém-publicada no The Journal of Neuroscience, revista de grande prestígio na área de neurociências. Pelo Mackenzie, produziram o artigo o professor Paulo Boggio, coordenador de pesquisa do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde e Membro Afiliado da Academia Brasileira de Ciências e a doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento Camila Campanhã, com o auxílio de Felipe Fregni (Harvard, EUA) e Ludovico Minati (Milão, Itália).

Com apoio da Fapesp e do MackPesquisa, o trabalho, que mostra o efeito da amizade em processos de decisão - tanto no comportamento quanto na atividade cerebral -, apresenta dados de um experimento que utilizou o jogo Ultimatum Game. Nele, uma pessoa faz uma oferta de divisão financeira a outra. Se esta aceitar, ambos recebem a parte combinada; mas se ela recusar, ambos não recebem nada. Estudos prévios demonstraram que, diante de ofertas injustas, a pessoa que recebe a oferta costuma rejeitá-la, preferindo não ganhar nada a ver o outro receber mais.

No experimento, a pessoa recebia ofertas justas e injustas vindo supostamente de desconhecidos, mas também de seu amigo que a acompanha ao laboratório. Na verdade, em todas as situações as ofertas eram distribuídas pelo computador e igualmente justas e injustas para ofertas vindas do amigo e do desconhecido. No entanto, quem recebia a oferta acreditava que estava jogando com essas pessoas. Como resultado, explica Paulo Boggio, revelou-se que tanto a resposta comportamental como o componente eletrofisiológico e estruturas cerebrais ativadas são diferentes quando a interação é feita por um amigo ou por um desconhecido.

Do ponto de vista do comportamento, diz o professor do Mackenzie, as pessoas tiveram um viés no julgamento: acreditaram que o amigo foi mais justo que o desconhecido e aceitaram mais ofertas injustas vindas do amigo (ou seja, diminuiu seu comportamento de punição). Do ponto de vista eletrofisiológico, verificou-se uma inversão de polaridade do componente negativo: ele foi positivo na interação com o amigo. ?Do ponto de vista social, a diminuição do comportamento de punição altruística para as ofertas injustas do amigo sinaliza como, dependendo da distância social, podemos agir de forma mais leviana e menos voltada a interesses de equilíbrio do grupo?, conclui Boggio.


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