Notícia

Info Exame online

Mackenzie quer dominar técnicas de obtenção do grafeno

Publicado em 25 junho 2013

Sao Paulo - Com previsão de inauguração para o primeiro semestre de 2014, o Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologia (MackGrafe), da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, quer dominar as técnicas de obtenção do grafeno, conhecido como a matéria-prima do século 21.

Com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), primeiro do gênero no Brasil, o Centro vai contar com equipamentos sofisticados distribuídos por uma área de 6.500 metros quadrados. O investimento realizado no local é de 15 milhões de dólares.

O grafeno é um cristal bidimensional de átomos de carbono organizados em uma rede de padrão hexagonal. Numa comparação com uma substância do cotidiano, uma folha grande do material é muito mais fina do que a espessura do plástico filme. O grafeno foi isolado em 2004 por dois pesquisadores russos, Andre Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester. Pela descoberta, a dupla recebeu o Prêmio Nobel da Física em 2010. Para obter o material, eles realizaram o processo de esfoliação, que utiliza uma fita adesiva e uma placa de grafite.

Segundo o coordenador do MackGrafe, professor Eunézio Antonio Thoroh de Souza, além de processo de esfoliação, o centro brasileiro também irá dominar a técnica do crescimento. No primeiro processo, é preciso buscar o grafite na natureza e realizar a esfoliação mecânica com fita adesiva ou química, com um solvente.

Este processo pode ser utilizado para apenas um tipo de produção de componentes. Em função disso, será utilizada também a técnica de crescimento que consiste em partir de um hidrocarboneto em estado gasoso, que quando aquecido é injetado em um tubo com uma folha de cobre e o grafeno acaba sendo depositado na superfície do metal.

Por Agência EFE