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Mackenzie inaugura o primeiro Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno da América Latina

Publicado em 07 março 2016

Grafeno promete ser o substituto do silício, com grandes vantagens. É um material obtido do grafite; é fino, leve, mais resistente que o aço, além de ser transparente, e o Brasil pode produzí-lo em grande escala a um baixo custo, pois possui uma das maiores reservas de grafite do mundo, a matéria-prima do grafeno. Um quilo de grafite custa US$ 1 e dele podem ser extraídos 150 gramas de grafeno, que valem US$ 15 mil.

O grafeno pode ser considerado o material tão ou mais revolucionário que o plástico e o silício, devido à sua resistência, leveza, transparência, flexibilidade e impermeabilidade, além de ser um ótimo condutor de eletricidade. É um material com “1001 utilidades”. Se for utilizado esse material no smartphone, por exemplo, o aparelho poderá ser dobrado ou mergulhado em água sem sofrer oxidação ou danificar seus componentes.

Em um evento com participação de diversas autoridades e cientistas, foi inaugurado na última quarta-feira (2), no campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias (MackGraphe).

O centro de pesquisas avançadas é o primeiro do gênero na América Latina e foi construído com o apoio da Fapesp e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com investimentos de mais de R$ 100 milhões. Ocupa um prédio construído especialmente para esse fim dentro do campus da Mackenzie e conta com laboratórios avançados e pesquisadores de renome internacional.

Segundo a reportagem de Elton Alisson (Agência Fapesp), Antônio Hélio de Castro Neto, diretor do Centre for Advanced 2D Materials and Graphene Research Centre da National University of Singapore, que colabora com o MackGraphe, afirmou que o grafeno representa uma grande oportunidade para o Brasil justamente porque o desenvolvimento de sua aplicação prática está no início. Se esperar demais e não participarmos dessa corrida, outros países irão desenvolver tecnologias e teremos que pagar royalties para usá-las, perdendo a oportunidade de usufruir da riqueza que esse material vai gerar.

“Há milhares de cientistas no mundo inteiro buscando aplicações das mais diversas para o grafeno, como para transistores, métodos de análise de DNA, baterias e materiais compostos. Há mais de 10 mil patentes relacionadas a aplicações registradas”, segundo Andre Geim, professor da University of Manchester, da Inglaterra, prêmio Nobel de Física em 2010, juntamente com o físico russo Konstantin Novoselov, por ter descoberto e isolado o grafeno pela primeira vez em 2004.

Para saber mais sobre o grafeno, leia a matéria do Canaltech.

 

Fontes: Agência Fapesp e Canaltech