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Livro tem novo olhar sobre a obra de Vilanova Artigas

Publicado em 25 fevereiro 2015

Por Jhone Sousa

João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) é uma referência na arquitetura brasileira. Embora nascido em Curitiba (PR), seu nome ficou associado ao movimento que se convencionou chamar de Escola Paulista. Grandes obras guardam a memória de sua passagem pela cidade de São Paulo e região.

Entre elas, o Edifício Louveira, no bairro de Higienópolis (1946); o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, no bairro do Morumbi (1952); e o Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães Prado, conhecido como Parque Cecap, no município vizinho de Guarulhos (1967-1972). Mais do que todos, destaca-se o prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), uma espécie de materialização, em concreto aparente, de seu paradigma arquitetônico (1961-1969).

Muito já se escreveu sobre Artigas. Em especial, deve-se mencionar o catálogo da grande exposição sobre sua obra realizada no Instituto Tomie Ohtake em 2003, com introdução de Ruy Ohtake, texto de Julio Katinsky e um perfil biográfico redigido pela historiadora Rosa Artigas, filha do arquiteto.

Um novo livro, com um enfoque peculiar, acaba de ser lançado pela Editora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com apoio da FAPESP. Trata-se de Vilanova Artigas – Habitação e cidade na modernização brasileira, de Leandro Medrano e Luiz Recamán, arquitetos formados pela FAUUSP e atualmente professores na mesma instituição.

A peculiaridade, no caso, é a tentativa de identificar o padrão urbano subjacente à obra arquitetônica de Artigas, realizada entre as décadas de 1940 e 1970. “Analisamos uma série de casas projetadas por ele, tentando entender qual era a expectativa de cidade que informava essas obras, visto que a cidade ainda não tinha a configuração formal que possui hoje”, disse Medrano à Agência FAPESP.

A principal ênfase do livro não é tanto estudar as obras em si, embora isso também seja feito, mas investigar como essas obras dialogaram ou tentaram dialogar com a São Paulo em pleno desenvolvimento no período tratado.

Fonte: Com informações da Exame

Publicado Por: Jhone Sousa