Notícia

O Diário (Mogi das Cruzes)

Livro quer preservar vida no Rio Tietê

Publicado em 23 setembro 2010

Por Cleber Lazo

Antes de despoluir é preciso preservar o que há de vida, porque ela ainda existe no Rio Tietê que corta a Região . Esta é a frase que define o livro Peixes das Cabeceiras do Rio Tietê e Parque das Neblinas , lançado oficialmente ontem, quando foi comemorado o Dia do Tietê, pelos pesquisadores Alexandre Pires Marceniuk e Alexandre Wagner Silva Hilsdorf O livro de 157 páginas, publicado há um mês, detalha as 54 espécies encontradas no trecho do Tietê compreendido entre Poá e a nascente, em Salesópolis. Dezessete rios afluentes foram pesquisados. Um levantamento do gênero nunca havia sido feito.

Algumas surpresas foram encontradas ao longo do trabalho, que começou em meados de 2005, mas foi intensificado em 2008. Entre elas está a localização de quatro espécies que não são naturais do tipo de vegetação apresentada nas cabeceiras. Por outro lado, nove tipos de peixes que corriam risco de extinção não foram encontrados. Isso não significa que tenham sido extintos, mas no nosso levantamento não foram encontrados, explicou Marceniuk.

Os peixes de cabeceiras têm características bem definidas: são pequenos e extremamente dependentes da vegetação que margeia o rio. Por isso a importância de se preservar o que ainda existe de vida no Tietê. É importante recuperar o trecho que corta a Capital, mas não se pode esquecer da parte limpa e menos poluída alertou Marceniuk.

Hilsdorf disse que a publicação tem como um dos objetivos servir de base para outras pesquisas do tipo. Ela será parâmetro para que outros trabalhos possam indicar se houve migração de novas espécies ou ao contrário , disse. No primeiro semestre de 2or±, vamos lançar uma publicação mais técnica, que poderá servir de norte para ações públicas voltadas à manutenção e preservação do trecho do Tietê existente na Região, ressaltou Hilsdorf

Outro foco do livro é levar o tema preservação do meio ambiente às salas de aulas. Mil exemplares serão distribuídos nas escolas públicas. O texto foi escrito de forma simples e objetiva Ele é um livro de consulta, que ficará nas prateleiras das escolas para o aluno fazer pesquisa , disse Hilsdorf professor da Universidade de Mogi das Cruzes.

Além da própria UMC, os pesquisadores tiveram apoio da Suzano Papel e Celulose, Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa (Faep) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).